Sobrevivente relata como foi salvo da enchente e deixa lamentação: “Minha bandeira do Inter ficou”

Morador de Canoas relatou a sua dificuldade de deixar a casa inundada

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Morador da cidade de Canoas, uma das mais afetadas pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul, o senhor Solomar viralizou nas redes sociais pelo relato do seu salvamento dado ao vivo à CNN Brasil. Ele, que tem 78 anos e é cadeirante, admitiu que sentiu a morte chegar até que voluntários de jet-ski o encontraram e o resgataram em tempo. Sua única lamentação foi ter deixado a bandeira do Inter na residência inundada.

“Eu senti que ia morrer. Pedi a Deus: ‘Me receba, eu estou indo’. Aí veio um barulho de jet-ski. Um amigo vinha vindo e ele passou por cima de um portão de uns dois metros. Dei a chave para ele. Eu tremia mais que vara verde. Eu estava agarrado e a cadeira balançava toda. Que Deus me recebesse, que eu estava partindo. Mas veio o jet-ski e me resgataram”, disse Solomar.

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“Eu não conhecia nenhum deles que me salvaram, mas hoje são mais que amigos. Depois que eu perdi a minha mulher, faz mais de 30 anos, eu não tenho ninguém comigo, só Deus. Quando me chamar, eu vou. Mas sou teimoso (risos). Eu só lastimo uma coisa: ter deixado a minha bandeira do Inter na casa”, acrescentou.

Inter dá bandeira de presente

Ao tomar conhecimento da emocionante história, o Inter encontrou uma forma de levar uma das suas bandeiras para Solomar no abrigo:

“Seu Solomar já tem uma nova bandeira para chamar de sua! Torcedor desde os anos dos Eucaliptos, ele emocionou o Rio Grande em entrevista neste domingo, quando lamentou não ter salvado sua bandeira do Inter antes de ser resgatado das enchentes em Canoas. Horas mais tarde, outro grande colorado foi até o abrigo da Ulbra e levou uma nova bandeira para Solomar. Somos colorados, gaúchos e, acima de tudo, !”, escreveu o clube na web.

Rio Grande do Sul hoje

Dados atualizados do Governo do Rio Grande do Sul indicam que a forte chuva já afetou 446 dos 497 municípios. Boletim desde domingo informa 143 mortes no total até agora, com 131 pessoas ainda desaparecidas. São mais de 80 mil vivendo em abrigos neste momento.

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