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Medo de lesão, “prato feito” e Renato: livro conta detalhes de bastidores da saída de Marcelo Grohe do Grêmio

"Jornalismo e Vestiário" é o livro que está sendo lançado pelo ex-assessor de imprensa gremista João Paulo Fontoura

Um dos capítulos do livro “Jornalismo e Vestário”, escrito pelo ex-assessor de imprensa gremista João Paulo Fontoura, trata especificamente dos detalhes de bastidores que envolveram a venda de Marcelo Grohe ao Al-Ittihad, da Arábia Saudita, na virada de 2018 para 2019. Na época, a negociação rendeu cerca de US$ 3 milhões (R$ 11,6 milhões).

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Segundo o relato de JP, como era carinhosamente chamado no Grêmio, Grohe já jogou a fatídica partida contra o River Plate, na Arena, pela volta da semi da Libertadores de 2018, com suspeita de lesão ligamentar na mão – mais tarde, isso veio a se confirmar. Para completar, o goleiro ainda fraturou uma costela na eliminação para os argentinos, o que gerou um receio entre os clubes para que eventualmente a negociação não vingasse.

O autor do livro chama a atenção para o fato de que nem o então técnico Renato Portaluppi nem os dirigentes de futebol da época, Duda Kroeff e Alberto Guerra, ouviram da boca do jogador o desejo de sair do clube. E o presidente Romildo Bolzan Jr, em depoimento a JP, disse ter recebido um “prato feito”, isto é, toda a negociação já chegou nele alinhavada.

Em sua narrativa, o jornalista indica que o Grêmio não se movimentou para fazer uma contraproposta e que a saída de Grohe acabou simples, rápida e silenciosa.

Confira trechos do livro falando especificamente sobre Marcelo Grohe:

“Naquele período de férias, o cargo de executivo de futebol estava em vacância. André Zanotta havia arrumado as malas para os Estados Unidos, e os dirigentes políticos Duda Kroeff, Alberto Guerra e Deco Nascimento gozavam de descanso. Uma das ligações telefônicas que fiz foi para o Guerra, e quando ouvi que era vontade do Marcelo sair, o questionei se ele havia ouvido isso da boca do jogador. A resposta negativa apenas fez seguir meu faro”
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“Relembrando essa história, entrei em contato também com o ex-presidente Duda Kroeff – eu estava na sala do presidente quando o Amodeo chegou com a história da tal proposta. Ele que nos passou o que estava acontecendo – recorda Duda, outro que não ouviu de Marcelo a vontade de sair. (…)”
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“Dias mais tarde, quando da nossa reapresentação no início do ano, repeti a Renato a mesma pergunta que fiz a Guerra. E, curiosamente, ouvi a mesma resposta. (…)”
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“Até o desfecho do negócio, nenhuma proposta manifestando desejo de seguir com o camisa 1 foi feita pelo Grêmio ou sequer algum movimento por parte de quem conduziu as conversas que sinalizasse o medo de perdê-lo. Concretizada a negociação, a ele foi apenas desejado uma boa viagem. Desejo este, aliás, certamente feito de dedos cruzados, torcendo para que a lesão na mão do goleiro não impedisse o negócio ser desfeito e assim o clube pudesse buscar uma reposição para a posição, a partir de então assumida por Paulo Victor, reserva de Marcelo desde sua chegada na metade de 2017”
.
“Sobre a saída de Grohe, o presidente Romildo Bolzan disse, em depoimento para o autor, apenas ter chegado ‘um prato feito’ até ele e que não recorda quem tenha conduzido pelo clube a negociação”

Grohe nas Arábias

Adaptado e sem o pensamento de voltar ao Brasil atualmente, o goleiro tem contrato até junho de 2022 com o Al-Ittihad e pode até permanecer por mais tempo no atual clube. Com a camisa tricolor, ele permaneceu mais de 10 anos no profissional e foi peça de destaque nos títulos da Copa do Brasil, Libertadores e Recopa Sul-Americana.

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