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Marlon lembra lágrimas e vaias ao defender Pavón no Grêmio

Lateral afirma que argentino nunca se esconde e merece reconhecimento após gol decisivo

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Marlon fez uma defesa emocionada de Cristian Pavón depois da classificação do Grêmio às quartas de final da Copa do Brasil. O lateral-esquerdo lembrou momentos de alegria e tristeza vividos pelo argentino no clube, citou as vaias recebidas pelo companheiro e afirmou que ele representa o tipo de personagem necessário para vestir a camisa tricolor.

Pavón marcou o gol da vitória de 1×0 sobre o Mirassol, na Arena, em uma cobrança de falta durante o primeiro tempo. A bola passou pela barreira, enganou o goleiro Alex Muralha e garantiu a vantagem que o Grêmio sustentou até o encerramento da partida.

A atuação teve um significado especial para Marlon. O lateral afirmou que acompanha de perto a trajetória do argentino e já presenciou Pavón em situações emocionalmente opostas desde que chegou ao clube.

“Eu já vi ele chorar aqui no Grêmio desde que cheguei e já vi ele sorrir também. Mas o cara não foge da raia nunca”, declarou Marlon.

O defensor reconheceu que Pavón nem sempre toma as decisões esperadas dentro de campo e até brincou com as jogadas imprevisíveis do argentino. A crítica técnica, porém, não modifica sua avaliação sobre o caráter competitivo e a coragem demonstrada pelo companheiro.

“O torcedor pode reclamar que o Pavón faz jogadas que só o Pavón faria, mas ele nunca se esconde, irmão. Nunca se esconde”, reforçou.

Marlon lembra vaias sofridas por Pavón no Grêmio

A manifestação ocorreu depois de mais uma noite de pressão na Arena. Marlon lembrou que Pavón havia sido muito vaiado no jogo anterior e que situações semelhantes já aconteceram em diferentes momentos de sua passagem pelo Grêmio.

O argentino atravessou períodos de forte questionamento desde que chegou ao clube. A irregularidade ofensiva, algumas decisões equivocadas e, posteriormente, a adaptação à lateral direita provocaram críticas das arquibancadas.

Mesmo diante das cobranças, Pavón continuou se oferecendo para receber a bola e participar das jogadas. Essa postura é justamente o ponto mais valorizado por Marlon, que entende que o jogador poderia tentar se proteger ou evitar assumir riscos em momentos de desconfiança.

“O jogo passado ele foi muito vaiado aqui. Várias vezes no Grêmio ele já foi vaiado. Mas o Pavón é um cara que entende o espírito do Grêmio e sabe onde está jogando”, afirmou.

A relação entre os dois jogadores já havia aparecido publicamente durante a comemoração do título gaúcho. Naquela ocasião, Marlon chamou Pavón diante das câmeras e pediu que o argentino fosse valorizado.

Meses depois, o lateral voltou a defender o companheiro. Desta vez, o discurso foi acompanhado por um gol decisivo e por uma classificação que trouxe alívio ao clube depois de uma sequência de resultados ruins.

Gol recompensa jogador que não se esconde

Marlon revelou que os próprios jogadores esperavam que Pavón fosse recompensado. A confiança no argentino era comentada dentro do grupo, que acreditava na possibilidade de o atacante marcar justamente durante a decisão contra o Mirassol.

“Ele merecia esse gol. A gente estava falando várias vezes: ‘Espera aí, que ele vai fazer o gol. Ele vai fazer o gol’”, contou o lateral.

A previsão se confirmou ainda na etapa inicial. Pavón assumiu a cobrança de falta e conseguiu marcar o gol que colocou o Grêmio em vantagem. Além da importância esportiva, o lance modificou imediatamente a relação entre o jogador e as arquibancadas naquela noite.

O argentino passou a ser ovacionado e teve seu nome gritado pelos torcedores. Para Marlon, a mudança mostra como o futebol pode oferecer uma resposta rápida para quem mantém a disposição mesmo nos períodos de cobrança.

A produtividade ofensiva não surgiu apenas naquela cobrança. Durante a preparação para a retomada da temporada, Pavón já havia participado de gols nos três amistosos realizados pelo Grêmio.

Foram duas assistências e um gol enquanto o jogador ainda era utilizado principalmente na lateral direita. Com a chegada de novas alternativas para o setor, Pavón voltou a receber oportunidades em uma posição mais avançada e conseguiu ser decisivo.

Marlon, entretanto, não concentrou o elogio na capacidade técnica. O principal argumento foi a disposição do argentino para continuar tentando, mesmo depois de erros, críticas ou reações negativas da torcida.

“Por mais que erre, ele sempre está lá. Briga, dá a cara e não se esconde. É esse tipo de personagem que a gente precisa em um clube como esse”, acrescentou.

Marlon pede espírito de guerra no vestiário

A defesa de Pavón também serviu para Marlon transmitir um recado ao restante do elenco. O lateral deseja que a competitividade apresentada pelo argentino e pela equipe diante do Mirassol seja mantida na sequência da temporada.

O jogador utilizou a expressão “espírito da guerrinha” para definir a postura desejada. Na visão de Marlon, vestir a camisa do Grêmio exige compreensão sobre a história, o tamanho do clube e o comportamento esperado nos momentos de dificuldade.

“Ele entende a camisa que está vestindo e entende o tamanho do Grêmio. A gente espera que esse espírito da guerrinha, esse espírito do Grêmio em si, seja mais vivido no nosso vestiário”, declarou.

O discurso acompanha outras cobranças feitas pelo lateral depois da partida. Marlon também admitiu que os próprios jogadores se sabotaram em alguns momentos da temporada e revelou uma conversa interna para aumentar o nível de entrega do grupo.

Contra o Mirassol, o Grêmio não apresentou uma atuação de controle durante os 90 minutos, mas conseguiu competir e proteger a vantagem. A equipe suportou a pressão no segundo tempo e confirmou a classificação com a vitória por 1×0 na Arena.

Para Marlon, esse comportamento precisa deixar de ser uma resposta ocasional em partidas eliminatórias. O lateral entende que o mesmo comprometimento será necessário no Brasileirão, competição em que o time precisa reagir para se afastar das últimas posições.

A declaração sobre Pavón resume o modelo valorizado pelo jogador: alguém que pode errar, ser criticado e enfrentar momentos emocionais difíceis, mas não abandona a responsabilidade. O gol contra o Mirassol funcionou como recompensa para uma postura que, segundo Marlon, nunca deixou de existir.

“Ele merecia esse gol. A gente precisa das vitórias, e isso é muito importante”, concluiu.

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