
O Grêmio voltou a vencer na temporada ao bater o Deportivo Riestra por 1×0, na Arena, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O gol saiu apenas aos 42 minutos do segundo tempo, quando Enamorado fez a jogada pela direita e encontrou Francis Amuzu para finalizar com força e garantir os três pontos.
A vitória encerrou uma sequência de cinco partidas sem triunfo e deu alívio a um time que entrou em campo pressionado. Além do resultado, o jogo deixou uma discussão importante sobre o desempenho ofensivo gremista, já que o time teve amplo domínio da posse e do território, mas só conseguiu furar a retranca argentina no fim.
Na coletiva, Luís Castro rejeitou a leitura de que o Grêmio teve dificuldade para criar. Na visão do treinador, o time conseguiu construir o jogo e controlar as ações, mas pecou no momento de transformar esse volume em finalizações mais contundentes.
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“Eu acho que o Grêmio não apresentou dificuldades na criação das jogadas. Se não, não conseguia ter 82% de posse de bola. Foi uma construção segura. Teve, sim, dificuldade em finalizar aquilo que era essa criação”, disse o técnico português.
A declaração resume bem o que se viu em campo. O Grêmio passou a maior parte da noite rodando a bola no campo ofensivo, cercando a área rival e tentando encontrar espaços contra um adversário que montou uma linha muito baixa e apostou quase exclusivamente na defesa.
Luís Castro também aproveitou a coletiva para defender a ideia inicial de escalação. Questionado sobre o uso de uma estrutura com três homens na base da construção, ele rebateu a leitura de que o Grêmio entrou pouco agressivo.
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“Jogamos na frente com cinco homens projetados em cima da linha defensiva deles. Depois mais dois por trás dessa linha defensiva. E depois a construção era feita por três, só por três. Portanto, fomos uma equipe muito ofensiva”, afirmou. O técnico tentou mostrar que o plano não era conservador, mas sim pensado para empurrar o adversário para trás. Mesmo assim, a execução ofensiva não foi plena no primeiro tempo, e isso alimentou a sensação de que o time, apesar do controle, não conseguia transformar domínio em ameaça constante.
Outro ponto valorizado por Luís Castro foi o comportamento mental da equipe. Em vez de individualizar críticas a quem saiu ou a quem entrou, o treinador preferiu destacar a reação coletiva em um cenário de pressão, vaias e inferioridade numérica. “Prefiro muito mais dizer aquilo que o grupo fez, a forma como lutou, como se entregou hoje, como não se deixou perturbar apesar de estar a zero a zero no intervalo, não se deixou perturbar apesar de ter ficado com dez, não se deixou perturbar e quis sempre jogar”, afirmou.
Essa leitura combina com o tamanho do alívio produzido pelo 1×0. O Grêmio ainda precisa melhorar a forma como converte posse em chance clara, mas ao menos saiu da Arena com o que mais importava: vitória, resposta emocional e fôlego novo na Sul-Americana. Após vencer a primeira na competição continental, o time volta a campo sábado, 20h30, diante do Cruzeiro, fora, pelo Brasileirão.
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