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Levantamento reúne estrangeiros de três gestões e mostra divisão do elenco no Grêmio

Grupo atual mistura contratações de Romildo, Guerra e Odorico em meio à discussão levantada por Renato

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Os 11 jogadores do atual elenco do Grêmio nascidos fora do Brasil não foram contratados por uma única direção. Um novo levantamento do Correio do Povo mostra como o grupo foi construído ao longo de três administrações diferentes e ajuda a detalhar uma discussão que ganhou força depois das críticas de Renato Portaluppi sobre a montagem do plantel.

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Do grupo atual, dois jogadores chegaram ainda durante a presidência de Romildo Bolzan Júnior, cinco foram contratados na gestão Alberto Guerra e quatro desembarcaram já sob o comando de Odorico Roman. Kannemann possui também nacionalidade brasileira, mas integra o levantamento por ter nascido na Argentina.

A atual direção, porém, contratou cinco estrangeiros em 2026. Um deles, Leonel Pérez, já deixou temporariamente Porto Alegre e está emprestado ao Racing, da Argentina. Assim, quatro dos estrangeiros que permanecem no plantel foram trazidos pela administração iniciada no fim de 2025.

Gestão Odorico investiu forte em três estrangeiros no início do ano

Segundo o levantamento, o Grêmio investiu US$ 13,8 milhões — aproximadamente R$ 69,4 milhões pela cotação utilizada pela reportagem — para contratar Leonel Pérez, Juan Nardoni e José Enamorado no começo da temporada. No segundo semestre, chegaram ainda Filip Krovinović e Jovane Cabral.

Pérez acabou posteriormente emprestado ao Racing. Nardoni, Enamorado, Krovinović e Jovane permanecem como integrantes do elenco profissional e representam a parcela de estrangeiros contratada pela gestão Odorico que segue hoje à disposição de Renato.

Da presidência de Alberto Guerra permanecem cinco jogadores nascidos fora do Brasil: Francis Amuzu, Fabián Balbuena, Martin Braithwaite, Erick Noriega e Cristian Pavón. Outros sete estrangeiros contratados entre 2023 e 2025 deixaram o grupo neste ano, por rescisões, empréstimos ou venda: Felipe Carballo, Franco Cristaldo, Gustavo Cuéllar, Miguel Monsalve, Alexander Aravena, Cristian Olivera e Matías Arezo.

Kannemann e Villasanti são os dois remanescentes da gestão Romildo. Ambos tiveram seus contratos posteriormente renovados durante a presidência de Guerra e possuem longa relação com Renato, inclusive em passagens anteriores do treinador pelo clube.

Gestão Romildo Bolzan Júnior

  • Walter Kannemann
  • Mathías Villasanti

Gestão Alberto Guerra

  • Francis Amuzu
  • Fabián Balbuena
  • Martin Braithwaite
  • Erick Noriega
  • Cristian Pavón

Gestão Odorico Roman

  • Juan Nardoni
  • José Enamorado
  • Filip Krovinović
  • Jovane Cabral

Contratado pela gestão Odorico, mas atualmente emprestado

  • Leonel Pérez — Racing

O detalhamento aparece justamente depois de Renato questionar publicamente a quantidade de nacionalidades no vestiário e o tempo necessário para adaptação. O tema provocou repercussão interna e levou o Grêmio a decidir manter o departamento de futebol sem mudanças nesta reta final.

A discussão também contrasta com uma posição apresentada ainda em junho. Naquele momento, antes da segunda janela, o clube indicava a intenção de reduzir o número de estrangeiros e chegou a negar interesse em outro jogador de fora do país por esse motivo. Depois disso, Krovinović e Jovane foram incorporados ao plantel.

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