Em coluna cujo título é “Renato ultrapassou o sinal vermelho no Grêmio“, o jornalista e comentarista da Rádio Gaúcha, Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, fez uma interpretação sobre a recente coletiva de Renato Portaluppi depois do Gre-Nal empatado em 1×1 na Arena, domingo, pelo Brasileirão. O treinador disparou diversas críticas, tanto ao trabalho do técnico anterior quanto à montagem do grupo com fartura de jogadores estrangeiros.
Para Guerrinha, as falas do comandante podem gerar um desgaste no ambiente de vestiário e também não devem ter sido facilmente recebidas pela diretoria do clube:
“Passou o sinal fechado. Após o empate no clássico, o técnico Renato Portaluppi soltou a língua, com críticas para os dirigentes e jogadores, principalmente para os estrangeiros, que sabidamente não são do agrado do comandante gremista”, iniciou Guerra, em sua coluna.
“Foi uma coletiva que pode piorar o ambiente do vestiário e, certamente, não foi bem digerida pelo presidente Odorico Roman e seus parceiros de empreitada, que foram os responsáveis pelas contratações dos gringos”, acrescentou.
A fala de Renato sobre os gringos do Grêmio
Ainda sem vitórias no comando do Grêmio, após três empates em 3 jogos, Renato vê o time seguir na zona do rebaixamento com 31 pontos no 18° lugar. O próximo compromisso é em casa diante do Cruzeiro, domingo, a partir das 16h.
”Não é porque a CBF liberou X estrangeiros que tem que trazer estrangeiro de tudo quanto é lado e de qualquer jeito. É simples trabalhar no futebol. Até ele conhecer os novos companheiros, se passaram 5 ou 6 meses. Acha que todos se resolvem dessa forma? Se você acha… Uma coisa é ter um grupo com a régua lá em cima, aí pode cobrar o treinador. Como que não rende. Nós temos o Amuzu aqui que [faz um gesto de dificuldade] é assim para fazer ele entender as coisas. Está aqui há um ano e meio e não fala português. Tem que ter sempre o intérprete do lado dele. Acha que é fácil?”, disparou Renato sobre os jogadores nascidos fora do Brasil.









