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Sob pressão, Grêmio encara mês decisivo com Sul-Americana e risco de mudanças

Duelos contra o Bolívar pela Sul-Americana aumentam a pressão na retomada da temporada

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O Grêmio entrou na reta final da preparação para a retomada da temporada sabendo que julho poderá definir muito mais do que uma classificação. O clube trabalha no CT Presidente Luiz Carvalho em busca de ajustes capazes de transformar o período sem partidas oficiais em uma resposta dentro de campo, mas os dois primeiros amistosos deixaram sinais de alerta. Houve vitória de virada por 2×1 sobre o Cascavel e derrota pelo mesmo placar para a Chapecoense, com atuações que não convenceram plenamente.

O próprio Luís Castro demonstrou preocupação depois do revés em Sinop, especialmente pelo rendimento apresentado no primeiro tempo. Antes de reencontrar o Campeonato Brasileiro e a Sul-Americana, o treinador terá um último teste para corrigir problemas de criação, compactação e intensidade. O Grêmio enfrentará o Cruzeiro neste domingo, 12 de julho, às 17h, no Mané Garrincha, em Brasília.

A partida amistosa não valerá pontos, mas terá peso importante na montagem da equipe. Será a última oportunidade de Luís Castro observar o comportamento do time em uma situação real de jogo antes de uma sequência com quatro compromissos oficiais em apenas 14 dias. O desempenho diante do Cruzeiro também poderá indicar quais mudanças feitas durante a pausa realmente serão mantidas.

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A retomada começará na sexta-feira, 17 de julho, às 20h, diante do Mirassol, no Estádio José Maria de Campos Maia. O confronto foi antecipado pela 19ª rodada do Brasileirão e abrirá uma série capaz de mexer com o ambiente do clube. O Zona Mista já mostrou que o primeiro jogo oficial do Grêmio depois da parada sofreu uma alteração de data e será disputado fora de casa.

Depois do compromisso em São Paulo, todas as atenções serão direcionadas para a Sul-Americana. O Grêmio enfrentará o Bolívar no dia 23 de julho, às 19h, no Estádio Hernando Siles, em La Paz. A volta está marcada para o dia 30, também às 19h, na Arena. Entre as duas partidas, o Tricolor ainda receberá o Fluminense pelo Brasileirão, no dia 26, às 18h30.

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A sequência reúne altitude, mata-mata e Brasileirão

Os confrontos contra o Bolívar ganharam tamanho especial porque a Sul-Americana é tratada como uma das possibilidades mais concretas de título no segundo semestre. O Grêmio precisou disputar os playoffs por ter terminado a fase de grupos na segunda colocação e agora não poderá cometer os mesmos erros que apareceram durante a primeira parte do torneio.

A ida em La Paz acrescenta um desafio conhecido. Além da força do Bolívar como mandante, o Grêmio precisará administrar os efeitos da altitude do Hernando Siles. A comissão técnica terá de equilibrar preparação física, escolha da escalação e estratégia de jogo para chegar vivo ao duelo de volta na Arena. Um resultado administrável na Bolívia poderá transformar o confronto do dia 30 em uma grande decisão diante da torcida.

Luís Castro ainda terá uma ausência importante nos dois jogos. Carlos Vinícius foi suspenso por duas partidas pela Conmebol e não poderá enfrentar o Bolívar. O jogo contra o Fluminense, colocado entre as duas partidas da Sul-Americana, também exigirá planejamento. Dependendo do resultado obtido em La Paz, o treinador poderá ser obrigado a preservar atletas no Brasileirão ou manter força máxima para recuperar confiança.

Respaldo atual não elimina pressão por respostas

A direção continua sustentando o trabalho de Luís Castro e acredita que o período de treinamentos permitirá uma evolução. O português recebeu tempo para implementar ideias, testar alternativas e corrigir problemas que vinham sendo atribuídos ao calendário apertado do primeiro semestre. Por isso, não existe neste momento uma indicação de mudança imediata no comando técnico.

O respaldo, porém, não impede que julho se transforme em um mês de avaliação. Atuações ruins no Brasileirão, acompanhadas de uma eliminação diante do Bolívar, aumentariam a pressão externa e poderiam provocar uma revisão de rota na condução do futebol. O mesmo vale para o desempenho coletivo: mesmo uma classificação com futebol pouco convincente manteria abertas as cobranças sobre a evolução prometida durante a pausa.

O departamento de futebol já passou por uma alteração importante neste período sem jogos oficiais. Antônio Dutra Júnior, que ocupava a vice-presidência de futebol desde o início da gestão de Odorico Roman, deixou a função. Rafael Lima assumiu o espaço deixado pelo dirigente no comando do futebol e passou a conduzir a área ao lado da presidência.

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