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Inter reduz lesões em 42% e vê tecnologia dar resposta no elenco

Clube investiu em monitoramento, prevenção e recuperação para diminuir problemas médicos

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O Inter convive com cobranças pelo desempenho em campo, mas tem um dado interno que muda parte da leitura sobre a temporada. O clube reduziu em 42% o número de lesões no elenco profissional entre janeiro e o início de junho, na comparação com o mesmo período de 2025. Ao todo, foram 17 problemas médicos registrados nos primeiros meses de 2026.

O número chama atenção porque o Colorado aparece entre os melhores clubes da Série A nesse recorte. De acordo com dados de monitoramento usados pelo próprio clube, o Inter teve a segunda menor incidência de lesões entre os 20 participantes do Brasileirão. O resultado é tratado internamente como reflexo de investimentos em tecnologia, prevenção e controle físico.

A queda não significa ausência de problemas. O Inter ainda teve jogadores importantes fora de combate em diferentes momentos da temporada. Mesmo assim, o cenário é diferente do vivido no ano passado, quando o clube enfrentava uma crise de desfalques antes da pausa do calendário. A comparação ajuda a explicar por que o departamento de saúde vê avanço no processo.

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Inter melhora controle físico do elenco

A redução das lesões passa por mudanças no trabalho diário. O clube adotou softwares de inteligência voltados ao monitoramento físico dos atletas. Também ampliou o uso de equipamentos para prevenção e recuperação, com o objetivo de identificar riscos antes que os problemas se transformem em baixas mais longas.

Outro ponto importante é o acompanhamento semanal dos indicadores de saúde. A intenção é cruzar dados de carga, fadiga, recuperação e resposta física dos jogadores. Esse controle permite decisões mais rápidas sobre preservação, retorno gradual e intensidade de treinos. Em uma temporada longa, esse tipo de informação pode reduzir o risco de novas lesões.

O executivo Fabinho Soldado falou sobre o tema ao avaliar os efeitos da modernização interna. Antes da declaração, ele contextualizou que o Inter passou a medir o departamento de saúde com indicadores constantes. A fala reforça a ideia de que o clube associa a queda das lesões a um processo mais tecnológico e preventivo.

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“Investimos em inteligência e controle para garantir que os jogadores se recuperem mais rápido”, afirmou Fabinho Soldado ao Correio do Povo e à Rádio Guaíba.

O calendário também ajudou. Sem disputar competições sul-americanas em 2026, o Inter teve menor volume de viagens e partidas no primeiro semestre. Esse cenário reduziu o desgaste do elenco e favoreceu a recuperação entre jogos. Ainda assim, o clube entende que a organização interna foi determinante para transformar o calendário menos pesado em resultado prático.

A diferença para 2025 é grande. Antes da paralisação do Brasileirão do ano passado para o Mundial de Clubes, o Inter tinha 12 jogadores fora de combate. Naquele período, o time perdeu por 2×0 para o Atlético-MG, em Belo Horizonte, e entrou na zona de rebaixamento. A crise física se misturava ao mau momento técnico e aumentava a pressão no Beira-Rio.

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Em 2026, o cenário segue exigindo atenção, mas a fotografia médica é mais favorável. O Inter ainda precisa melhorar dentro de campo, especialmente no Brasileirão, mas chega à pausa da Copa com um departamento físico menos sobrecarregado. A expectativa interna é que a sequência de treinamentos ajude a consolidar o trabalho e diminuir novas baixas.

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