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Inter nega cláusula de Pezzolano após queda do Uruguai na Copa

Direção colorada tenta blindar o treinador enquanto a Celeste inicia um novo ciclo depois de Marcelo Bielsa

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A eliminação do Uruguai na primeira fase da Copa do Mundo abriu uma preocupação imediata no Inter. Paulo Pezzolano voltou a aparecer entre os possíveis nomes para o próximo ciclo da Celeste. Marcelo Bielsa já havia indicado que deixaria o cargo depois do torneio. A despedida ganhou contornos definitivos após a derrota por 1×0 para a Espanha, na sexta-feira. O resultado encerrou uma campanha sem vitórias.

O Uruguai empatou com Arábia Saudita e Cabo Verde, antes de perder para os espanhóis. Com dois pontos, tornou-se a única seleção da Conmebol eliminada na fase inicial. A queda aumentou a pressão sobre a Associação Uruguaia de Futebol. Também recolocou Pezzolano no centro das especulações. Diante do cenário, o Correio do Povo publicou uma manifestação do executivo Fabinho Soldado sobre o vínculo.

“Não existe essa cláusula no contrato do Paulo (Pezzolano). Ele está muito feliz conosco, bem identificado com o Inter e alinhado com o trabalho diário”, afirmou Fabinho Soldado.

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Fala antiga de Pezzolano contrasta com posição do Inter

A declaração da direção altera a leitura criada antes da chegada do técnico ao Beira-Rio. Em dezembro de 2025, Pezzolano confirmou as negociações com o Inter em entrevista ao programa Mañana de Fútbol. Naquela conversa, ele explicou que dirigir o Uruguai representa o maior sonho da carreira. Também afirmou que costumava proteger essa possibilidade em seus vínculos profissionais. A frase ganhou importância depois da eliminação uruguaia.

Na ocasião, o acordo com o clube gaúcho ainda não estava assinado. Portanto, a fala descrevia uma prática habitual, mas não comprovava o conteúdo do contrato posterior. Mesmo assim, a declaração alimentou a interpretação de uma liberação automática. Ela também foi citada quando Abel Braga demonstrou confiança na permanência do treinador. A informação passou a ser tratada como parte do acordo colorado.

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“Em todos os meus contratos, ponho a cláusula de ser liberado para a seleção porque é meu sonho”, declarou Pezzolano ao El Espectador.

Agora, a versão apresentada pelo Inter é diferente e trata diretamente do documento assinado. Fabinho ocupa o comando executivo do futebol e fala em nome da gestão responsável pelo vínculo. Por isso, a posição atual deve prevalecer sobre a expectativa criada antes da contratação. A ausência da cláusula não impede uma eventual saída negociada diante de uma proposta. Essa distinção muda o grau de segurança do clube.

Sem esse dispositivo, uma mudança não ocorreria automaticamente. A federação uruguaia precisaria conversar com Pezzolano e também resolver a situação com o Inter. O clube mantém o treinador nos planos para toda a temporada. Internamente, o trabalho segue respaldado por Fabinho Soldado e Abel Braga. Não existe, portanto, uma liberação previamente garantida pela direção.

Pezzolano nunca escondeu sua ligação com a seleção. Em maio, admitiu novamente que sonha comandar o Uruguai, mas torceu pela continuidade de Bielsa. O cenário mudou completamente com a eliminação precoce. Agora, a direção colorada tenta evitar interferências no planejamento do segundo semestre. A sucessão ainda dependerá das decisões internas da AUF.

O nome do técnico ganha força por sua trajetória no futebol uruguaio. Ele conquistou a segunda divisão nacional pelo Torque e o Torneio Intermedio com o Liverpool. Também acumulou experiências no Cruzeiro, Valladolid, Watford e Pachuca. Enquanto a sucessão de Bielsa avança, o Inter aposta na continuidade do projeto. O contrato atual termina em dezembro de 2026.

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