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Inter confirma plano milionário para reorganizar dívidas e aciona órgãos da CBF

Clube protocolou pedido na CNRD e ainda precisa concluir duas etapas antes do novo acordo

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O Inter confirmou nesta quinta-feira (8) uma medida concreta para reorganizar parte de suas dívidas no futebol. O clube informou que apresentou à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), no começo de setembro, um pedido de Plano de Parcelamento Coletivo que reúne inicialmente R$ 31 milhões em obrigações desportivas.

O mecanismo permitirá, caso seja aprovado, que essas dívidas sejam reparceladas de acordo com a capacidade de pagamento do clube. O valor de R$ 31 milhões não necessariamente será definitivo: o próprio Inter informou que outros credores desportivos poderão aderir ao procedimento, ampliando o montante incluído.

A confirmação dá forma concreta à reestruturação financeira que Alessandro Barcellos havia antecipado. Em agosto, o presidente afirmou que o clube preparava novidades para reorganizar compromissos e recuperar capacidade de pagamento, mas ainda não havia detalhado publicamente qual instrumento seria utilizado.

Plano do Inter ainda precisa ser aprovado

O estágio atual exige cautela. O Inter protocolou o pedido, mas o plano ainda não está concluído. A própria nota oficial informa que a reestruturação da dívida desportiva ocorrerá somente depois da aprovação do Plano de Parcelamento Coletivo pela CNRD e da celebração de um Acordo de Reestruturação com a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).

O clube também comunicou a situação à ANRESF em razão das novas regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF. A agência é responsável pelo acompanhamento e fiscalização das normas do chamado Fair Play Financeiro brasileiro.

Portanto, o anúncio desta quinta não significa que os R$ 31 milhões já estejam reparcelados. Ele confirma que o Inter formalizou o caminho que pretende utilizar para reorganizar essas obrigações e agora aguarda o andamento dos processos nas duas instâncias.

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A movimentação acontece em meio a uma temporada de forte pressão financeira. No fim de setembro, o Conselho Deliberativo recebeu um balancete que mostrou déficit de R$ 160 milhões no primeiro semestre, acima do valor previsto no orçamento.

Além disso, o clube enfrentou problemas relacionados a compromissos de transferências e recebeu dois transfer bans da FIFA durante a temporada. Essas situações têm origem e procedimentos próprios e não devem ser confundidas automaticamente com o novo pedido apresentado à CNRD.

Valor pode aumentar com novos credores

Um dos pontos mais relevantes da nota é justamente o caráter inicial da cifra divulgada. O Inter colocou R$ 31 milhões dentro do plano, mas admite que esse volume poderá crescer caso outros credores desportivos ingressem no procedimento.

A direção sustenta que o parcelamento coletivo faz parte de uma reestruturação mais ampla do passivo e considera o instrumento importante para adequar os pagamentos à capacidade real de caixa.

Depois da aprovação na CNRD e da formalização do acordo com a ANRESF, o Inter deverá iniciar o cumprimento das condições estabelecidas. O clube prometeu divulgar o resultado quando os trâmites forem concluídos.

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