
DIRETORIA
O Inter chegou a seis meses sem um vice-presidente de futebol oficialmente nomeado. O cargo está vazio desde a saída de José Olavo Bisol, comunicada em 9 de dezembro de 2025, após o término do último Campeonato Brasileiro. Desde então, o clube reorganizou o departamento, contratou novos profissionais, mas não escolheu um dirigente para ocupar a função prevista no estatuto.
A ausência não paralisou o cotidiano do CT Parque Gigante. A gestão do futebol passou a ser concentrada principalmente em profissionais contratados, com Fabinho Soldado à frente das operações como diretor executivo. O dirigente recebeu autonomia para conduzir assuntos do elenco, mercado, planejamento e relacionamento com a comissão técnica.
Fabinho trabalha com respaldo direto do presidente Alessandro Barcellos. Abel Braga, contratado como diretor técnico, também participa do comando e funciona como ligação entre diretoria, treinador e jogadores. A estrutura montada no início de 2026 permitiu ao Inter manter o departamento em funcionamento mesmo sem preencher o posto deixado por Bisol.
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Inter muda peso do vice-presidente de futebol
A demora para escolher um novo vice também mostra uma mudança no modelo administrativo colorado. Durante muitos anos, o ocupante do cargo era uma das figuras mais presentes no vestiário, nas entrevistas e nas decisões sobre contratações. Com a profissionalização do departamento, boa parte dessas atribuições passou aos executivos remunerados pelo clube.
O vice-presidente de futebol continua sendo uma função política prevista na estrutura do Inter. Entretanto, sua influência prática perdeu espaço diante do fortalecimento dos cargos profissionais. Por isso, a vaga permanece aberta sem provocar pressão pública relevante dentro do clube ou uma interrupção nos trabalhos realizados durante a temporada.
Victor Grunberg ampliou sua participação nos assuntos do futebol nos últimos meses. O dirigente é o terceiro vice-presidente do Conselho de Gestão e aparece com frequência ao lado de Fabinho Soldado e Abel Braga. Ele participa de reuniões, representa institucionalmente o clube e acompanha decisões do departamento.
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Apesar dessa proximidade, Grunberg não pode ser nomeado oficialmente vice-presidente de futebol. Por integrar a relação de vice-presidentes eleitos do Conselho de Gestão, existe um impedimento estatutário para que acumule a outra função. Assim, ele ajuda nas decisões, mas não ocupa formalmente a cadeira deixada por Bisol.
A saída do antigo vice ocorreu após uma temporada marcada por forte desgaste. O Inter lutou contra o rebaixamento até a última rodada do Brasileirão de 2025. O desempenho provocou mudanças profundas na cúpula do futebol, com as saídas de Bisol, Andrés D’Alessandro e André Mazzuco.
Na reformulação, o clube contratou Fabinho Soldado para substituir Mazzuco e transferiu Abel Braga da área técnica para uma função diretiva. Paulo Pezzolano assumiu como treinador. O projeto passou a ser sustentado por uma estrutura profissional, enquanto Barcellos manteve participação direta nas decisões de maior peso.
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O modelo reduz a urgência de nomear um novo vice, mas não elimina a situação institucional. O cargo existe, está previsto no estatuto e continua sem ocupante. Cabe ao presidente indicar um nome que reúna confiança política, capacidade de representação e disposição para trabalhar dentro de uma estrutura já comandada por profissionais.
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