O Inter reconheceu problemas no gramado do Beira-Rio e anunciou uma intervenção estrutural para solucionar as dificuldades de escoamento da água. Em comunicado encaminhado à imprensa, o clube revelou que a compactação do solo e os resíduos deixados pelas enchentes de 2024 estão entre os fatores que contribuem para o acúmulo de água em determinados pontos do campo, especialmente em períodos de chuva intensa.
A direção colorada esclareceu que o sistema de drenagem está funcionando plenamente, mas que as condições do solo comprometem o resultado esperado. A avaliação apresentada pelo clube estabelece uma ligação direta entre os problemas identificados e as consequências das enchentes históricas que atingiram Porto Alegre e provocaram grandes danos ao complexo do Beira-Rio.
Ao explicar as dificuldades encontradas, o Inter detalhou a situação em manifestação oficial encaminhada aos jornalistas:
“Devido ao alto volume de chuva que caiu nas últimas horas, além de problemas relacionados à compactação do solo e resíduos das enchentes de 2024, o gramado, neste momento, apresenta acúmulo de água em alguns pontos, mesmo com a drenagem estando 100%.”
Inter anuncia troca completa do solo e do gramado do Beira-Rio
A solução definitiva anunciada pelo clube envolve uma reforma mais abrangente do campo. O planejamento prevê a retirada e substituição integral do solo e do gramado após o encerramento do Campeonato Brasileiro de 2026, aproveitando a preparação do estádio para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
A equipe de patrimônio está trabalhando na solução do problema até o começo da partida (contra o Botafogo), no entanto, a solução definitiva ocorrerá somente ao final do campeonato, com a troca total do solo e do gramado para a Copa do Mundo Feminina 2027.
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A informação representa um avanço na definição das intervenções planejadas para o Beira-Rio. A substituição anunciada não ficará restrita à superfície de grama, mas também alcançará o solo, apontado pelo próprio Inter como parte importante das dificuldades de escoamento da água.
O estádio colorado está confirmado como uma das sedes da Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. A competição internacional coloca a preparação do campo entre as intervenções relevantes previstas para a estrutura do Beira-Rio.
Enchentes de 2024 deixaram consequências no estádio
As dificuldades mencionadas pelo Inter remetem a um dos episódios mais graves da história do Beira-Rio. Em maio de 2024, o estádio foi atingido pelas enchentes que devastaram diferentes regiões do Rio Grande do Sul, deixando o campo e outras dependências do complexo parcialmente submersos.
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Depois da redução do nível da água, imagens revelaram o estado do gramado, que chegou a apresentar mudanças significativas de coloração após a inundação. O episódio exigiu um processo de recuperação para permitir que o clube voltasse a utilizar normalmente suas instalações.
A manifestação mais recente da direção colorada acrescenta um novo elemento às consequências daquele desastre. Além dos danos visíveis e das intervenções emergenciais realizadas na época, o clube agora reconhece a existência de problemas relacionados à compactação do solo e à presença de resíduos das enchentes.
Com a substituição integral anunciada, o Inter pretende enfrentar essas dificuldades de maneira definitiva e preparar o Beira-Rio para receber o principal torneio de seleções do futebol feminino.









