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Renato pode ser punido pelo Grêmio por manifestação política? Entenda o caso

Clube teria criado um documento com "restrições eleitorais" para os seus funcionários

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Informações trazidas pelo jornalista Jeremias Wernek ainda na repercussão do Gre-Nal indicam que o técnico Renato Portaluppi, ao manifestar a sua preferência política ao final da coletiva, descumpriu uma regra criada pelo próprio Grêmio. O clube, de acordo com o comunicador, criou um documento com normas durante o período eleitoral no Brasil e uma delas veta manifestação “dentro das dependências do clube”.

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O jornalista revelou ter buscado informações junto ao Conselho Deliberativo sobre eventual punição, mas a alegação é de que o assunto ficou a cargo do departamento de futebol e da diretoria.

“Sem tomar lado, vamos falar dos fatos: o Movimento Grêmio Vencedor publicou uma nota nas redes sociais de preocupação e contrariedade com o uso das dependências do clube para manifestações políticas, algo que é vedado pelo estatuto do Grêmio. Isso aparece na entrevista do Renato ao dizer que vota no Bolsonaro e também na presença do governador eleito, Zucco, que esteve no gramado da Arena, inclusive no banco de reservas. Esses são os fatos, sem posição ou lado”, relatou Wernek.

“Eu tive acesso à seguinte informação: o Grêmio produziu um documento com regras para todos os seus funcionários durante o período eleitoral no Brasil. Neste documento é vedado o uso de roupas e materiais do Grêmio em comícios e eventos políticos. E também diz que é proibido se manifestar nas redes sociais e dentro das dependências do clube. E no domingo vimos esses dois episódios que vão de encontro ao documento, que indica a aplicação do Código de Ética do clube, que fala em advertência, suspensão e desligamento. O Conselho Deliberativo afirma que este tema está com o departamento de futebol e a direção”, acrescentou o jornalista na sua informação.

Presidente do Grêmio evitou tratar do tema

Em passagem pela zona mista da Arena após a coletiva de Renato, o presidente gremista Odorico Roman foi perguntado sobre a questão política e evitou dar qualquer tipo de parecer:

“Eu como presidente do Grêmio não vou tecer manifestações de cunho político, porque eu não posso, eu represento uma nação de torcedores de várias matizes e de vários pensamentos políticos. Então, vou me abster de me manifestar neste sentido”, resumiu.

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