Grêmio

Guerra ligou para Renato antes de comunicar Caleffi de sua demissão da direção do Grêmio

Saiba bastidores da tomada de decisão de Alberto Guerra em demitir Paulo Caleffi.

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Após a importante vitória em Salvador de 2×1 sobre o Bahia, em resultado que manteve o Grêmio na cola do Botafogo na ponta do Brasileirão, um dos assuntos da coletiva do técnico Renato Portaluppi foi a recente demissão do vice de futebol Paulo Caleffi. De acordo com o treinador, o agora ex-dirigente teve papel importante na montagem do atual elenco e voltará ainda melhor para o futebol futuramente.

Renato, que afirma respeitar a hierarquia do clube, ainda revelou que o presidente Alberto Guerra o avisou por telefone que tomaria esta decisão antes mesmo de comunicar Caleffi:

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“Eu converso bastante com o Guerra, mas foi uma decisão do presidente. É hierarquia e eu respeito isso. Não entrarei em detalhes da decisão. Sempre vou respeitar. O que eu eu quero falar é que todo mundo erra. O Paulo foi um cara bacana, um grande profissional, inteligente, ajudou a montar o grupo. Estava sendo muito importante. A gente tem a nossa consciência e vê onde errou e acertou. Ninguém é perfeito. Ele nos ajudou bastante”, disse Renato.

“Saiu, mas minha amizade com ele vai permanecer. Ganhei mais um amigo. Lá na frente, se voltar para o futebol, vai voltar mais maduro e é um cara que o futebol precisa. Mas decisão do presidente não se discute. Guerra me ligou um pouco antes e disse que tomaria a decisão. Mas eu jamais iria querer passar por cima do presidente, de uma decisão que é dele. Eu sou treinador, sou empregado e sou funcionário do clube. Mas a minha opinião sobre o Paulo não vai mudar”, acrescentou.

Guerra falou em “desalinhamento”

Na tarde de quinta-feira, Guerra achou por bem se manifestar de forma clara em coletiva de imprensa para não deixar rumores. E justificou a demissão de Caleffi por “desalinhamento” na condução do futebol:

“O fato de ter saído não significa que está tudo errado. Não foi pelo atrito com a imprensa que ele saiu. Se fosse por isso, teria saído antes. É um cargo que eu já exerci e sei que é um moedor de carne, de muita pressão. É natural um desalinhamento, acontece. Por vezes, conseguimos superar. Algumas vezes com conversas superamos divergências, mas nos últimos momentos aconteceram outros desalinhamentos e não é apenas a questão da imprensa. O ambiente é bom e não existe crise aqui no Grêmio”, citou Guerra, na ocasião.

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