O Grêmio publicou uma nota oficial nesta quarta-feira (14) para elevar o tom contra a arbitragem do Brasileirão depois da resposta recebida da CBF sobre o possível pênalti de Bernabei em Diego Caito no Gre-Nal 455. Com título “Basta de prejuízo”, o comunicado questiona principalmente a justificativa apresentada para a não intervenção do VAR mesmo depois de a entidade reconhecer erro na decisão tomada em campo.
O clube havia enviado o consultor de arbitragem Leonardo Gaciba para uma reunião com representantes da CBF nesta quarta. Conforme publicado anteriormente pelo Zona Mista após o encontro, a avaliação transmitida ao Grêmio foi de que houve infração de Bernabei sobre Diego Caito e que o árbitro Rodrigo Pereira de Lima deveria ter marcado a penalidade.
A nova manifestação oficial acrescenta, porém, uma informação importante sobre a conversa. Segundo o Grêmio, a Comissão de Arbitragem, comandada por Sandro Meira Ricci, justificou a não intervenção do VAR com uma orientação de “menos arbitragem, mais futebol”.
Grêmio questiona por que VAR não corrigiu decisão
O ponto central da revolta gremista está justamente na combinação das duas informações. Se a própria CBF reconhece que a decisão de campo estava equivocada, o clube questiona por que Caio Max Augusto Vieira, responsável pelo VAR do clássico, não recomendou a revisão no monitor.
Na nota, o Grêmio demonstra estranheza com a explicação atribuída à Comissão de Arbitragem e questiona se uma orientação para diminuir interferências acaba permitindo que uma decisão considerada errada seja mantida durante a partida.
O lance ocorreu aos 20 minutos do primeiro tempo, quando o clássico ainda estava empatado em 0x0. Bernabei fez contato em Diego Caito dentro da área, mas Rodrigo Pereira de Lima mandou o jogo seguir. O VAR também não recomendou revisão. Poucos minutos depois, Vitinho abriu o placar para o Inter. Wallace empatou na etapa final, fechando o Gre-Nal em 1×1.
A discussão sobre o lance começou ainda durante a partida. O Grêmio reclamou imediatamente da não marcação do pênalti, enquanto especialistas de arbitragem também avaliaram posteriormente que deveria ter sido assinalada a infração.
Clube diz acumular prejuízos no Brasileirão
A nota desta quarta também amplia a reclamação para além do Gre-Nal. O Grêmio afirma que o episódio se soma a outros erros reconhecidos anteriormente e considera que vem sofrendo consequências irreversíveis durante o Brasileirão.
A direção, porém, procura separar a cobrança por igualdade de critérios de uma tentativa de obter benefício. Ao apresentar a posição institucional, o clube afirma: “O Grêmio não reivindica qualquer tipo de vantagem!”. O pedido é para que regras e critérios sejam aplicados da mesma maneira às equipes durante a competição.
A manifestação também se conecta a reclamações anteriores feitas ao longo da temporada. Em agosto, por exemplo, o clube acionou Gaciba e cobrou a CBF depois de decisões contestadas contra o Bragantino.
O novo episódio ocorre em momento especialmente delicado. O Grêmio ocupa a 18ª colocação do Brasileirão, com 31 pontos, e entra nas oito rodadas finais tentando evitar o rebaixamento. Por isso, a direção sustenta que decisões consideradas equivocadas ganham impacto ainda maior nesta fase da competição.
A nota não altera o resultado do Gre-Nal nem produz, por enquanto, consequência esportiva sobre a partida. O fato novo é a reação institucional do clube depois da reunião com a CBF e o questionamento público sobre o critério que, segundo o Grêmio, foi apresentado para explicar a não participação do VAR no lance.
O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, novamente, vem a público manifestar sua indignação em relação a mais uma decisão de arbitragem com prejuízo ao Clube na disputa do Campeonato Brasileiro 2026.
Após reunião nesta quarta-feira com o consultor de arbitragem do Clube, Leonardo Gaciba, como em outras oportunidades, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reconheceu a decisão equivocada do árbitro Rodrigo Pereira de Lima, ao não marcar a infração dentro da área sobre o atleta gremista Diego Caito, aos 20 minutos do primeiro tempo do clássico Grenal disputado no último domingo, na Arena.
Após o erro claro e manifesto na decisão de campo, a não interferência do árbitro de vídeo, Sr. Caio Max Augusto Vieira, subtraiu do Grêmio a penalidade e a possibilidade de ter vantagem parcial no placar de jogo.
Ao Clube, causa incredulidade e estranheza o relato da Comissão de Arbitragem da CBF, sob comando do Sr. Sandro Meira Ricci, admitindo a ocorrência do pênalti e, ao mesmo tempo, justificando a não-intervenção do VAR sob o pretexto da orientação de “menos arbitragem, mais futebol”. Portanto, pode-se depreender que, mesmo constatando o erro de campo, o VAR não intervém e o legitima?
Enquanto a Comissão de Arbitragem distribui orientações difusas aos seus quadros e admite erros, o Grêmio contabiliza mais um prejuízo, que se soma a outros tantos erros também reconhecidos em jogos anteriores.
O Grêmio não reivindica qualquer tipo de vantagem! A exigência é que as regras e os critérios sejam os mesmos para todos e a todo tempo, pois é flagrante que o Clube vem sendo prejudicado de forma repetida e irreversível ao longo do Campeonato Brasileiro.









