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Depois de Wallace, Grêmio mira mais três reforços e evita repetir gasto de R$ 100 milhões

Direção busca meia, lateral-direito e zagueiro canhoto para completar o elenco

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O Grêmio ainda não encerrou a montagem do elenco para o segundo semestre. Mesmo depois de encaminhar reposições para saídas importantes, a direção segue no mercado com três posições no radar: um meia de criação, um lateral-direito e um zagueiro canhoto.

A movimentação atual tem uma diferença importante em relação ao começo do ano. O clube não pretende repetir o volume de investimento da primeira janela, quando gastou cerca de R$ 100 milhões em nomes como Nardoni, Tetê, Enamorado e Leo Pérez. A prioridade agora é encontrar soluções pontuais, com menor impacto no caixa e maior encaixe nas necessidades de Luís Castro.

A pausa no calendário expôs um elenco em transformação. Wallace já foi contratado para a defesa, Matheus Nascimento está em Porto Alegre enquanto aguarda oficialização, e Mandaca assinou pré-contrato para 2027. O Grêmio, porém, tenta antecipar a liberação do volante junto ao Juventude para não esperar até janeiro.

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Esses movimentos estão ligados às saídas recentes. Viery foi vendido para a Fiorentina, André Henrique foi negociado e Arthur não permaneceu após o fim do empréstimo. O cenário obrigou a direção a buscar reposições, mas também abriu espaço para uma nova leitura sobre carências que ainda seguem no grupo.

Freio nos gastos muda o desenho da janela do Grêmio

A principal busca é por um meia de criação. O nome analisado segue em sigilo, mas a posição é tratada como uma necessidade antiga. Willian e Monsalve são opções no elenco, só que a direção entende que o time ainda precisa de um jogador com maior capacidade para organizar jogadas e oferecer regularidade na construção pelo centro.

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A possível venda de Gabriel Mec também pesa nessa análise. O jovem segue como um dos principais ativos do clube e desperta interesse do mercado europeu. Caso uma negociação avance, o Grêmio pode perder uma peça de potencial técnico e financeiro, aumentando a pressão por uma reposição no setor de articulação.

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Na lateral direita, Diego Caito continua como nome observado. O Grêmio já fez uma investida pelo jogador do Goiás, mas a primeira tentativa não teve acerto. O clube goiano recusou o modelo inicial, enquanto o Tricolor segue avaliando alternativas para tentar um formato mais viável. O Zona Mista já mostrou que a proposta por Diego Caito teve resposta oficial do Goiás.

O interesse por um lateral de origem também passa pela condição física do elenco. Pavón virou uma solução improvisada para Luís Castro, mas não é lateral de formação. Marcos Rocha, aos 37 anos, exige controle de carga em uma sequência pesada. João Pedro voltou recentemente após lesão na coxa esquerda e também carrega histórico de problema vascular no ombro direito.

A terceira frente é a zaga pelo lado esquerdo. Wallace chegou do CRB por R$ 3 milhões e assinou por cinco temporadas, mas o clube ainda monitora o mercado. A saída de Viery reduziu as alternativas canhotas e abriu espaço para uma peça que possa disputar posição ou dar margem para variações defensivas ao treinador.

O caso de Mandaca ajuda a explicar a nova postura. O Grêmio já tem o pré-contrato assinado, mas tenta antecipar a chegada sem entrar em uma disputa cara. O Zona Mista informou que o Juventude pede R$ 4 milhões para liberar Mandaca agora, valor que o Tricolor tenta contornar com alternativas de negociação.

A ideia da direção é equilibrar necessidade esportiva e responsabilidade financeira. Depois de uma janela pesada no começo da temporada, o clube busca operações mais criativas, como empréstimos, abatimentos de dívida, compras com valores menores e negócios que não pressionem imediatamente o orçamento.

O desafio é entregar mais opções a Luís Castro antes da retomada das competições oficiais. O Grêmio terá sequência de Brasileirão e Copa Sul-Americana, além da necessidade de recuperar pontos em uma temporada de pressão. Por isso, a janela ainda deve ter novos capítulos, mas dentro de um modelo mais seletivo.

No desenho atual, o clube não procura quantidade por quantidade. A prioridade é acertar características específicas: um meia que faça o time jogar, um lateral que devolva equilíbrio ao lado direito e um zagueiro canhoto que recomponha a defesa após a saída milionária de Viery.

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