
DECLARAÇÕES
Presidente histórico do Inter nas conquistas de 2006, Fernando Carvalho aceitou voltar ao clube 10 anos depois para tentar ajudar a livrar do inédito rebaixamento, que de fato veio a acontecer naquela temporada tensa de 2016. Ele passou a limpo o que viveu neste período em nova entrevista ao Charla Podcast e lamentou não ter conseguido remobilizar o grupo de jogadores.
Carvalho também apontou a demissão de Argel como uma das causas do rebaixamento, já que aquele grupo havia sido montado exatamente dentro do estilo do treinador. Posteriormente, vieram Falcão, Celso Roth e Lisca, todos sem sucesso.
“Eu voltei faltando três meses para terminar o ano e foi penoso. Foi difícil. Para um clube grande, quando a lomba começa a vir tu não segura mais. O jogador fica desmotivado e sem confiança. Nada que tu faça resgata o ânimo dos jogadores. Infelizmente, aconteceu. Fiz de tudo. Eu queria unir o clube, até porque eu tenho trânsito em todos os setores. Conseguimos parar as críticas, conseguimos mobilizar a torcida, mas não conseguimos resgatar os jogadores”, iniciou Carvalho.
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“Não teve jeito. Embora tivéssemos grandes jogadores como Alex, Dourado, mas tu vai definhando emocionalmente e não consegue sustentar. Não me arrependo de maneira alguma. Era uma obrigação que eu tinha. A vida te proporciona bons e maus momentos. E nos maus, tu tira lições. Deste caso, a lição é que tu tem que te planejar. E naquele processo falhamos. Aquele time tinha o modelo de jogo do Argel. E, no momento que o Argel saiu, o Inter perdeu a competitividade. Se Argel continuasse, não teríamos caído. É uma reflexão que eu faço”, acrescentou.
Outras falas de Fernando Carvalho nesta entrevista ao Charla Podcast:
“Ser colorado é um sentimento de família, de pertencimento, de querer o bem do clube, de querer ver o clube sendo o maior e sendo elogiado. Nunca pensei, quando jovem, ser dirigente. Depois, caiu no colo. Eu sempre fui muito colorado. Eu, menino, com 15 para 16 anos, de 15 em 15 dias eu ia ver a obra do Beira-Rio. O visual lindo e maravilhoso de hoje foi feito depois. Construído pela torcida, com recursos e tijolos doados. Vários colorados da época mobilizaram a torcida”
“O que manda a regra? A regra diz para anular jogo só quando há prova cabal da interferência do árbitro, mas não foi analisado isso e as anulações foram de todos os jogos que ele trabalhou, sem saber se houve interferência ou não. Hoje o Inter postula o reconhecimento do título conjunto com o Corinthians. Queremos ser reconhecidos campeões pois, passados esses 20 anos, se viu que o árbitro não interveio nos jogos do Corinthians nem no nosso jogo“
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