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Dênis Abrahão expõe problema que prejudicava o Grêmio e surpreende sobre elenco com Renato

Ex-dirigente considera que a organização tática fez diferença na recuperação da equipe

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O ex-vice-presidente de futebol do Grêmio Dênis Abrahão afirmou que o elenco tricolor não possui tantas limitações quanto parecia demonstrar durante a temporada. Em participação na Bagé TV, depois da vitória por 2×0 sobre o Atlético-MG, pela semifinal da Copa do Brasil, ele atribuiu parte das dificuldades anteriores à falta de organização tática. Na avaliação do ex-dirigente, os jogadores passaram a executar melhor suas funções e, por isso, conseguem manter a intensidade durante os 90 minutos.

A análise foi feita após a terceira vitória consecutiva do Grêmio, que também havia superado Coritiba e Athletico-PR pelo Brasileirão. Além dos resultados, a equipe passou pelos três confrontos sem sofrer gols, apresentando uma estrutura defensiva diferente da utilizada em boa parte da temporada.

Para Dênis, o crescimento não significa que o Grêmio tenha alcançado o nível ideal de desempenho. Sua avaliação é de que a mudança na organização do time permitiu aproveitar melhor a capacidade dos jogadores, que anteriormente desperdiçavam energia com deslocamentos equivocados.

Dênis Abrahão critica antiga organização tática do Grêmio

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Durante a conversa, Dênis explicou por que considera que o desempenho anterior não refletia necessariamente a qualidade individual dos atletas. Ele relacionou o desgaste apresentado nos segundos tempos à maneira como o time estava distribuído dentro de campo.

“O time do Grêmio não é tão ruim quanto parece. Por quê? Porque era mal organizado taticamente, não tinha organização tática. Os jogadores corriam errado. No segundo tempo o time morria. Por quê? Porque era um time desorganizado em campo. Agora vocês veem aí, ó. Joga os noventa minutos”, afirmou Dênis Abrahão.

A declaração faz uma distinção importante entre correr muito e correr de maneira eficiente. Na interpretação do ex-dirigente, a organização coletiva permite que os jogadores gastem menos energia em movimentações desnecessárias e consigam sustentar suas funções até o encerramento dos jogos.

O comentário também retoma críticas feitas por Dênis ao Grêmio durante o período de Luís Castro. Em abril, quando o português ainda comandava a equipe, o ex-dirigente já havia questionado as escalações e a ausência de criatividade no meio-campo.

Desta vez, porém, o destaque foi a evolução percebida depois da reorganização promovida por Renato Portaluppi.

Villasanti e Noriega são destacados por Dênis

Para sustentar sua avaliação, Dênis citou dois jogadores do meio-campo: Villasanti e Erick Noriega. Ambos foram titulares na vitória sobre o Atlético-MG, e o peruano ainda marcou o segundo gol gremista logo no início da etapa final.

O ex-dirigente ressaltou a movimentação dos dois atletas e rebateu a expectativa de que o time perderia intensidade depois do intervalo.

“Olha o que esse Villasanti correu ontem. Olha o que esse Noriega correu ontem. O time do Grêmio todo correu. Os caras disseram: segundo tempo vai morrer. Não vai morrer não. Por quê? Porque é obediente taticamente, tá correndo certo. Não tá mil maravilhas. Não é o que a gente espera. A gente sempre quer o mais, quer mais, quer mais, quer mais. Mas em relação ao próprio Grêmio, melhorou e muito”, acrescentou.

A avaliação coincide com um dos aspectos destacados por Renato depois da semifinal. O treinador revelou que realizou atividades táticas específicas com o setor defensivo e utilizou vídeos para demonstrar aos jogadores os movimentos que precisavam ser corrigidos.

Renato também explicou o acompanhamento individual de Noriega, citando a evolução do volante e a importância do condicionamento físico para seu rendimento.

As declarações apresentam perspectivas complementares: enquanto Renato descreveu o trabalho realizado durante os treinamentos, Dênis analisou os efeitos que acredita ter identificado nas partidas.

Recuperação do Grêmio terá novos testes fora de casa

A evolução elogiada pelo ex-dirigente será colocada à prova em dois compromissos consecutivos longe da Arena. Na quarta-feira (4), às 19h30, o Grêmio enfrentará o Flamengo, no Maracanã, pelo Brasileirão. No sábado (7), às 18h, visitará o Atlético-MG, na Arena MRV, para decidir uma vaga na final da Copa do Brasil.

A equipe de Renato Portaluppi terá de administrar o desgaste físico e realizar mudanças obrigatórias. Weverton e Carlos Vinícius cumprirão suspensão contra o Flamengo, enquanto Gustavo Martins, expulso diante do Atlético-MG, estará fora do segundo confronto da semifinal.

O Grêmio também acompanha a recuperação de Marlon, substituído após sofrer uma pancada na panturrilha durante a vitória de domingo.

A vantagem de 2×0 permite ao Tricolor avançar à final da Copa do Brasil mesmo com derrota por um gol em Belo Horizonte. Já no Brasileirão, o clube precisa continuar somando pontos para se afastar da zona de rebaixamento.

É nesse cenário que a avaliação de Dênis Abrahão ganha importância. O ex-dirigente não considera que todos os problemas tenham sido resolvidos, mas entende que o time encontrou uma organização coletiva capaz de melhorar o aproveitamento de seus jogadores.

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