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Como está a situação financeira do Inter chegando na metade deste ano

Parte das finanças segue gerando preocupação e cuidados no Beira-Rio

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O Inter entra em 2026 com uma escolha financeira que mexe diretamente com o futebol. Depois de uma temporada marcada por instabilidade, o clube decidiu manter uma linha de maior controle nos gastos do departamento. O Correio do Povo informou que o Colorado investiu R$ 437,2 milhões no futebol em 2025 e prevê R$ 406,7 milhões para 2026. A redução coloca pressão sobre Paulo Pezzolano, que administra um elenco montado com menos margem para grandes movimentos.

O número chama atenção porque aparece depois de um ano de alerta no Beira-Rio. O Inter foi o clube que menos gastou entre os grandes do país em 2025. O reflexo apareceu em campo, com uma campanha de sofrimento no Brasileirão e permanência assegurada apenas na última rodada. A direção conseguiu avançar na reorganização financeira, mas o custo esportivo ficou evidente.

A dívida colorada caiu de R$ 977 milhões para R$ 940 milhões. O resultado financeiro trouxe alívio, mas não eliminou a cobrança sobre o projeto esportivo. A lógica da gestão foi reduzir despesas para recuperar parte das perdas acumuladas. O problema é que a temporada de 2026 começa com risco parecido: menos investimento e necessidade urgente de resposta no campo.

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O orçamento oficial do Inter também mostra o tamanho do desafio. O clube projeta R$ 581,8 milhões em despesas totais para 2026 e um superávit de apenas R$ 283,3 mil. A receita líquida das atividades está planejada em R$ 445,8 milhões. O cenário deixa pouca folga para erro, principalmente quando futebol, dívida e venda de atletas passam a caminhar juntos.

Inter reduz gastos e depende de vendas em 2026

Dentro da peça orçamentária, os custos das atividades somam R$ 402,7 milhões. Esse grupo envolve futebol principal, categorias de base, futebol feminino e Escola Rubra. Apenas em pessoal e benefícios, o futebol principal aparece com R$ 152,7 milhões previstos. O orçamento ainda inclui R$ 72,1 milhões em direito de imagem e R$ 61,8 milhões em amortização de atletas.

Outro ponto sensível está na projeção de vendas. O Inter estima R$ 204,9 milhões em venda de direitos federativos e econômicos. Depois de participações, comissões e baixas de atletas vendidos, essa conta muda bastante. Ainda assim, a previsão indica que o clube precisa negociar jogadores para sustentar o planejamento. Essa dependência pode influenciar diretamente o mercado colorado ao longo da temporada.

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A pauta conversa com outros movimentos recentes do clube. Em 2025, o Zona Mista já havia mostrado que saídas poderiam ajudar a equilibrar orçamento e aliviar folha salarial. Casos como Thiago Maia, Victor Gabriel e Kaique Rocha apareceram em discussões de mercado ligadas ao caixa colorado. Agora, o orçamento de 2026 reforça que esse tipo de cenário pode continuar no Beira-Rio.

A questão esportiva, porém, segue no centro da cobrança. O Inter precisa competir no Brasileirão, avançar na Copa do Brasil e reconstruir confiança com o torcedor. Ao mesmo tempo, trabalha com orçamento controlado e menor capacidade de erro em contratações. Cada reforço, venda ou renovação passa a ter peso maior no planejamento de Paulo Pezzolano.

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