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Com Borré e Carbonero fora da Copa do Mundo, Inter perde vitrine milionária

Dupla colombiana segue disponível no Beira-Rio, mas corte tira exposição que poderia valorizar futuras negociações

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Rafael Santos Borré e Johan Carbonero ficaram fora da convocação final da Colômbia para a Copa do Mundo. A notícia, confirmada pela Federação Colombiana de Futebol, atinge diretamente o Inter. Os dois atacantes estavam na pré-lista de 55 nomes de Néstor Lorenzo, mas não entraram na relação definitiva de 26 jogadores para o Mundial.

A leitura mais simples poderia apontar um ganho esportivo imediato para Paulo Pezzolano. Afinal, a dupla segue disponível para o calendário colorado. No entanto, o impacto maior passa longe de uma partida específica. O Inter perde uma vitrine internacional poderosa para dois jogadores de ataque, estrangeiros e com mercado aberto fora do Brasil.

Para a Colômbia, a ausência da dupla não muda tanto o peso técnico da convocação. Néstor Lorenzo terá nomes como James Rodríguez, Luis Díaz, Jhon Córdoba, Luis Suárez e Cucho Hernández. A seleção também levou jogadores que atuam ou atuaram no Brasil, como Jhon Arias, Jorge Carrascal, Juan Camilo Portilla e Carlos Andrés Gómez.

Inter perde chance de valorização com Borré e Carbonero

O problema maior está no mercado. Uma Copa do Mundo costuma mudar o patamar de negociação de jogadores. Uma boa atuação, mesmo em poucos minutos, pode aumentar procura, fortalecer empresários e ampliar cifras. No caso do Inter, esse cenário era especialmente importante por envolver Borré, jogador caro e já observado por clubes do exterior.

Nos últimos meses, o nome de Borré voltou ao radar do futebol mexicano. O Monterrey teria feito uma proposta de US$ 6,5 milhões fixos, mais US$ 1 milhão em bônus. O Cruz Azul também foi citado como interessado, com oferta de US$ 6 milhões. O Inter, naquele momento, recusou os avanços.

A decisão de manter o colombiano podia ser lida com lógica esportiva e financeira. Borré ainda poderia disputar a Copa do Mundo, aparecer em um palco global e ganhar nova força de mercado. Sem a convocação, o Inter perde exatamente esse gatilho de valorização. O atleta segue útil no elenco, mas sem a exposição que poderia elevar uma futura venda.

Carbonero entra no mesmo contexto, mesmo com cenário contratual diferente. O atacante vinha sendo peça de velocidade e profundidade no setor ofensivo colorado. Além disso, Carbonero já havia citado conversas com Borré na chegada ao Inter, reforçando a conexão colombiana dentro do vestiário. Uma presença na Copa também ajudaria a aumentar sua visibilidade.

A lista final da Colômbia ainda teve nomes conhecidos do futebol brasileiro. Jhon Arias, do Palmeiras, Jorge Carrascal, do Flamengo, Juan Camilo Portilla, do Athletico-PR, e Carlos Andrés Gómez, do Vasco, foram chamados. Jaminton Campaz, ex-Grêmio, também entrou na relação. Já Borré e Carbonero ficaram fora, mesmo depois de aparecerem entre os 55 pré-convocados.

Dentro de campo, Pezzolano pode até contar com a dupla durante a pausa e nos compromissos do Inter. Mas essa é uma vantagem limitada diante do tamanho da vitrine perdida. O clube não recebeu apenas uma notícia de seleção. Recebeu uma notícia que pode pesar em futuras conversas de mercado, especialmente se a direção voltar a ouvir propostas por Borré.

O corte também mexe com o ambiente individual dos jogadores. Borré já tem histórico consolidado pela Colômbia e carregava esperança de disputar mais um grande torneio. Carbonero buscava afirmação em um momento importante da carreira. Para o Inter, a frustração dos dois precisa ser administrada, sem perder de vista o lado financeiro da decisão de Lorenzo.

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