Citado nominalmente: como o programa Sala de Redação respondeu e reagiu à irritação de Renato

Saiba mais detalhes da edição desta sexta-feira do Sala de Redação, da Rádio Gaúcha

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Criticado nominalmente pelo técnico Renato Portaluppi em sua bombástica coletiva de imprensa nesta quinta-feira, momentos depois da derrota do Grêmio de 4×2 para o Flamengo, na Arena, pelo Brasileirão, o Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, repercutiu as críticas do treinador durante a sua edição desta sexta e, de modo geral, através dos seus debatedores, reforçou que as críticas feitas jamais são “pessoais”.

O programa começou com o âncora Filipe Gamba lendo trechos da nota feita pela Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG-RS), cujo texto lamenta que Renato tenha “colocado milhões de torcedores contra a imprensa”. Depois, a palavra foi aberta para os debatedores abaixo, que assim analisaram:

David Coimbra: “Eu me senti citado pelo Renato na fala dele, embora eu não tenha nem falado o nome dele na minha crítica. As críticas que a gente faz aqui no Sala de Redação e na RBS não tem pessoalização. O que eu venho falando é que o Grêmio não vem jogando bem, e não vem bem mesmo. Quando joga bem, quando o Renato vai bem, eu elogio. Assim como já fiz colunas elogiando o seu trabalho e o seu caráter. Eu nunca o chamei de incompetente, porque acho ele um treinador competente. Muitas vezes eu falo besteira, mas o Renato tem que entender que, mesmo que eu não entenda de futebol, eu estou me manifestando com honestidade. E eu até gosto do Renato. Quando o Romildo e o Renato acertam, a gente elogia. Nas páginas laudatórias que fiz ao trabalho e caráter dele, o Renato nunca se manifestou. Eu também nem esperava. Mas assim como vem o elogio, vem a crítica”

Maurício Saraiva: “Eu vinha dizendo que tinha a certeza absoluta que o Grêmio não entregaria o jogo. E eu dizia no início da partida: o Grêmio está competindo. E isso aconteceu até o fim. O Grêmio não perdeu de propósito, porque lá existem homens e profissionais com dignidade. Que não se rebaixariam a uma vilania dessas. Perdeu porque vem jogando pouco futebol e este é um assunto que Renato não falou ontem. Outros gremistas comemoraram o resultado, mas nas minhas redes sociais a quantia maior era de torcedores que não gostaram do que estavam vendo”

Guerrinha: “Por que o Grêmio está jogando menos? Os adversários descobriram a forma do Grêmio jogar. O time também teve lesões que afetaram diretamente o desempenho, como por exemplo o Maicon, que é o solista do time. O Grêmio também precisa de um Plano B para o seu jeito de jogar. Basta ver o número alto de empates no Brasileirão. O Grêmio envolvia, entrava dentro da área e o goleiro rival já sabia que precisaria trabalhar em dobro. Hoje não é mais assim”

Leonardo Oliveira: “Domingo o discurso foi da arbitragem, ontem o discurso foi arbitragem, Gre-Nal e até o Inter. Mas o Grêmio não olha para dentro de si. O Grêmio passou por reformulação, trocou o time, contratou muito. Uma reformulação pra alongar o seu ciclo e não deu liga. Tem um centroavante fazendo gols, é verdade, mas a sua contribuição na marcação de saída de bola quase inexiste. Um meia que precisa ser potencializado na sua capacidade técnica. Jean Pyerre pode ser o novo Douglas, mas pra isso precisa de um processo coletivo. O Grêmio tem quatro jogadores no time com menos de 29 anos, e o restante é sub-40. Fiquei com a impressão no domingo que o discurso era manobra, e ontem ele se repetiu. Ou seja, o Grêmio olha pra fora e não olha pra dentro, tendo uma final de Copa do Brasil e ameaçado no G-6. Precisa olhar pra si e parar de olhar pra fora”

Duda Garbi: “Última vitória do Grêmio foi dia 6 de janeiro contra o Bahia. Pode fechar um mês sem vitória. O Grêmio não surpreendeu ontem. Não iria ganhar do Flamengo. E não é porque interessava à torcida a derrota. Não ia ganhar porque vem jogando mal. Jogou mal um tempo, mas o suficiente para ser derrotado. Quando joga bem, o Grêmio não consegue manter o padrão suficiente para ganhar. Sempre joga pior e não consegue manter a vitória. O preparo físico é preocupante. É uma das diferenças pros times de 2016 e 2017. Geromel foi chutar uma bola na outra lesão e abriu. O Diego Souza bateu uma falta e sentiu. Não acho isso normal. Sobre a coletiva do Renato, eu gostaria de entender como ele pensa as coisas de jogo. Não é de agora. Renato tem essa prática de não comentar a respeito do jogo. É meu maior ídolo e é complicado falar de quem tu tem admiração, mas posso criticar sim quando ele não explica por que o time joga mal”

O que disse Renato sobre o Sala?

Entre outras ameaças de “dar nomes” à torcida de jornalistas que “falam besteiras”, Renato se direcionou particularmente contra o Sala de Redação e chegou a dizer que gostaria de entrar ao vivo para “enfrentar por duas horas” o que é falado no programa. Os debatedores, nesta sexta, não chegaram a comentar uma possível ida de Renato ao estúdio para participar da atração.

“Vocês têm problemas em casa e vem descontar aqui. Semana que vem eu vou entrar ao vivo no Sala de Redação de vocês. Ao vivo. Vou dar duas horinhas pra vocês me encararem. Vocês vão falar essas besteiras de vocês e eu vou estar lá para defender a instituição que é o Grêmio. Eu estou querendo esse programa. Vamos ver o quanto vocês entendem de futebol”, questionou Renato.

Em meio ao turbilhão aberto contra a imprensa, Renato tenta fazer o Grêmio melhorar no Brasileirão para chegar em boa fase nas finais da Copa do Brasil diante do Palmeiras. Em 6° com 51 no nacional, o tricolor visita o Coritiba fora de casa no domingo às 16h.

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