
Precisando dar alguma resposta para a sua torcida depois da eliminação para o Globo-RN na primeira fase da Copa do Brasil, a direção do Inter optou por encerrar o trabalho do executivo de futebol Paulo Bracks, que havia sido contratado em janeiro de 2021 na vaga de Rodrigo Caetano. À Rádio 98.3 FM de Minas Gerais, Bracks passou a limpo nesta semana a sua saída do Beira-Rio e manteve a lamentação pela decisão dos dirigentes.
“O meu último dia de clube, pela forma como os funcionários e os jogadores se despediram de mim, deixou claro que a minha saída não era uma reivindicação interna. Não acho que tenha sido por motivo técnico. Não queria sair agora, queria seguir trabalhando. O tempo vai dizer se o trabalho realmente foi com êxito ou não”, declarou.
Bracks foi perguntado sobre os detalhes envolvendo a decisão de não manter Abel Braga em 2021 para a vinda do espanhol Miguel Ángel Ramírez. Ele conta que a troca já estava decidida antes mesmo da sua chegada:
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“A decisão da saída do Abel foi coletiva. Quando eu cheguei em janeiro, já havia uma decisão tomada em dezembro com o Abel sem a minha participação. Isso já estava rascunhado. Na véspera do último jogo, independente do título ou não, ele já tinha informado a algumas pessoas que não ficaria. Não foi uma decisão só do presidente ou só do Abel. Ele é um cara ímpar. Trabalhar com ele me deu um orgulho muito grande. É um ser humano diferente”, disse, antes de acrescentar:
“O Ramírez é mais estudioso, sim. Tenta ter táticas e estratégias diferentes em um jogo. Mas não tem a mesma gestão de elenco que o Abel tem. Até por não conhecer o elenco e os jogadores. Mas a decisão da saída do Abel foi dividida”.
A direção do Inter afirma que irá buscar um novo executivo de futebol para o cargo vago de Bracks. Em campo, o Inter volta a jogar sábado que vem, 16h30, no Beira-Rio, pela ida da semi do Gauchão contra o rival Grêmio.









