+ Fabiano Baldasso criticou a decisão de retirar a tradicional Ruas de Fogo da Avenida Padre Cacique antes do Gre-Nal 453. A programação prevê que a recepção ao ônibus do Inter aconteça na Rua Fernando Lúcio da Costa, nas proximidades do Beira-Rio, enquanto outra restrição determinada pela Brigada Militar atingiu as churrasqueiras do Parque Marinha do Brasil.
Ao comentar a organização para o clássico, Baldasso revelou ter recebido contatos do Inter e apresentou a posição do clube sobre sua participação nas conversas com as autoridades. Segundo o comunicador, o Colorado informou que teve um representante na reunião considerada mais importante para tratar do assunto.
“O Inter argumenta que na reunião mais importante havia um representante do Inter, que é o Diego, que é um ex-integrante de torcida organizada, que é do relacionamento social do Inter, um dos responsáveis por isso”, afirmou Baldasso.
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A definição atual mantém a Ruas de Fogo, mas fora do ponto tradicional da Padre Cacique. A delegação colorada deverá chegar pela Zona Sul e acessar a região do estádio pela Fernando Lúcio da Costa, onde será concentrada a manifestação dos torcedores.
Para Baldasso, o problema está justamente na localização escolhida. Ele considera que a festa perde força ao ser deslocada da área onde existe maior concentração de colorados antes das partidas.
“A informação de agora é a seguinte: vai ter Ruas de Fogo na Avenida Fernando Lúcio da Costa, Avenida Fernandão. A delegação do Inter vem pela Zona Sul e entra ali na Fernandão”, relatou Baldasso.
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O jornalista explicou por que considera a alternativa inadequada para uma mobilização que tradicionalmente acompanha grandes partidas no Beira-Rio.
“Geograficamente, logisticamente é muito ruim, porque a torcida não fica ali. A torcida fica na Padre Cacique, no Marinha, no Gigantinho. É ali que a torcida fica”, acrescentou Baldasso.
Inter pede revisão da decisão sobre o Parque Marinha
Além da mudança da Ruas de Fogo, a Brigada Militar determinou o isolamento da área das churrasqueiras fixas do Parque Marinha para o Gre-Nal desta quinta-feira. O Inter procurou o comando da corporação e pediu a reavaliação da medida.
“O Sport Club Internacional informa que solicitou ao Comando da Brigada Militar a possibilidade de reavaliar o isolamento integral do Parque Marinha do Brasil previsto para o Gre-Nal 453”, informou o clube.
Na mesma manifestação, o Colorado destacou que respeita a decisão tomada em nome da segurança, mas defendeu a importância daquele espaço para a confraternização dos torcedores antes das partidas no Beira-Rio.
O clube ressaltou que as churrasqueiras são um importante ponto de encontro para quem chega antecipadamente aos jogos e fazem parte do uso tradicional do espaço público pela torcida colorada.
Baldasso aprovou a iniciativa do Inter de procurar novamente a Brigada Militar.
“Eu acho que o Inter tem que fazer isso mesmo. Acho que ficou muito respeitoso o movimento também sobre a questão da importância da Brigada Militar e tudo mais”, declarou.
A avaliação do comunicador sobre a condução das autoridades, porém, foi bastante mais dura. Baldasso entende que seria possível montar uma operação capaz de preservar a segurança e, ao mesmo tempo, permitir a passagem do ônibus pela Padre Cacique durante a festa.
“A impressão que eu tenho é que a Brigada Militar não fez nenhuma força, que ela já foi pra reunião sabendo que ia vetar. Não fez nenhuma força, não quis ouvir ninguém. Não houve sensibilidade”, criticou.
Baldasso reconheceu que um Gre-Nal exige cuidados especiais de segurança e citou até mesmo as dificuldades existentes no deslocamento da torcida visitante. Para ele, porém, essa preocupação não deveria eliminar manifestações que também fazem parte do ambiente do clássico.
“Segurança é uma delas? Sim, é uma delas. Gre-Nal é um jogo problemático. Isso faz parte também, mas também faz parte a festa. Também faz parte a festa. O Ruas de Fogo é uma coisa muito importante para nós”, afirmou.
O comunicador acredita que Brigada Militar e EPTC poderiam organizar uma operação específica durante o curto período de chegada da delegação, permitindo a realização da festa no local tradicional sem comprometer o restante da logística.
“Há possibilidade sim de se estabelecer um processo logístico entre Brigada e EPTC para que durante aqueles míseros 30 minutos o Ruas de Fogo aconteça com o ônibus passando por ali e a torcida fazendo a festa com os sinalizadores”, declarou.
Baldasso também separou os motivos que, segundo sua avaliação, levaram às duas restrições. Ele relacionou a medida envolvendo as churrasqueiras à segurança, enquanto atribuiu a retirada da Ruas de Fogo da Padre Cacique principalmente ao impacto no trânsito no horário de chegada da delegação.
“Mas o Ruas de Fogo não é por causa da torcida do Grêmio que eles impediram. O Ruas de Fogo é porque final de tarde tem o trânsito em Porto Alegre. Paciência, se organiza. Faz desvio, vai lá pela Cruzeiro, pelo outro lado. É um dia especial”, afirmou Baldasso.
Na sequência, o jornalista comparou a situação com a estrutura montada pela cidade para outros eventos de grande porte e questionou por que uma operação semelhante não poderia ser realizada durante cerca de 30 minutos no entorno do Beira-Rio.
“Tu não consegue circular em Porto Alegre, domingo, o dia inteiro. Por que a Prefeitura e a Brigada Militar permitem que tranquem toda a cidade numa Maratona de Porto Alegre e não podem permitir que, durante 30 minutos, num Gre-Nal, um dos mais importantes da história, tu faça o Ruas de Fogo? Não tem como entender”, questionou.
Na conclusão da análise, Baldasso resumiu sua insatisfação com a decisão tomada para o pré-jogo e insistiu que seria possível conciliar a operação de segurança com a tradicional mobilização dos colorados.
“Faltou sensibilidade. É claro que dá para fazer. É evidente que dá para fazer. Faltou sensibilidade”, concluiu.
Inter e Grêmio disputam o Gre-Nal 453 nesta quinta-feira (27), às 20h, no Beira-Rio, pelo primeiro confronto das quartas de final da Copa do Brasil.









