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Baldasso explica por que ainda não tatuou autógrafo de Abel após permanência do Inter

Comunicador prometeu eternizar a assinatura do treinador após a permanência do Inter na Série A, mas depende de liberação médica

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Fabiano Baldasso revelou o motivo de ainda não ter cumprido a promessa de tatuar o autógrafo de Abel Braga. O compromisso foi assumido durante a luta do Inter contra o rebaixamento no Brasileirão de 2025, mas a homenagem depende agora de uma autorização médica.

O comunicador explicou que possui proteinúria e realiza acompanhamento com uma nefrologista. Por orientação da médica, ele está temporariamente impedido de fazer novas tatuagens. Baldasso pretende passar por outro exame e, caso os resultados sejam satisfatórios, voltará a pedir autorização para cumprir a promessa.

“Não fiz porque preciso de uma autorização da minha nefrologista. Eu tenho um negócio chamado proteinúria, que é quando passa mais proteína do meu rim para a bexiga do que deveria passar. É uma deficiência no rim que preciso estar sempre acompanhando. Não chega a ser uma doença, mas pode virar uma doença”, explicou.

Baldasso afirmou que decidiu revelar a situação depois das cobranças recebidas desde que o Inter confirmou a permanência na Série A. O comunicador reforçou que não desistiu da tatuagem e mantém a intenção de eternizar na pele a assinatura de Abel Braga.

“A primeira coisa que ela expressamente me proibiu foi fazer tatuagem de novo. Dependendo do meu próximo exame, se estiver tudo bem controlado e ela me autorizar, aí eu faço. Até porque vai ser uma tatuagem pequena. É só por isso que ainda não fiz”, completou.

Promessa de Baldasso nasceu durante drama do Inter

A promessa foi anunciada em 30 de novembro de 2025, um dia depois da confirmação do retorno de Abel Braga ao Beira-Rio. Naquele momento, o Inter estava ameaçado pelo rebaixamento e teria apenas duas partidas para tentar permanecer na elite do futebol brasileiro.

Ao comentar a chegada do treinador, Baldasso prometeu tatuar o autógrafo de Abel Braga caso o Colorado escapasse da queda. A ideia era encontrar o técnico, pedir que ele assinasse diretamente em seu braço e levar o desenho até um tatuador.

“Eu encontro o Abel Braga, peço para ele dar o autógrafo de caneta no meu braço e aí vou a um tatuador. O tatuador passa por cima e o autógrafo dele vira uma tatuagem no meu corpo. Prometo fazer assim”, declarou Baldasso na ocasião.

A missão de Abel começou com uma derrota por 3×0 para o São Paulo. O Inter chegou à última rodada dentro da zona de rebaixamento e precisava vencer o Bragantino no Beira-Rio, além de depender de resultados paralelos para continuar na Série A.

O Colorado derrotou o adversário por 3×1 e contou com os tropeços necessários para escapar. Depois do apito final, Baldasso se emocionou durante a transmissão e chorou ao celebrar a permanência do Inter, colocando Abel como o principal personagem da reação colorada.

Na mesma noite, o comunicador confirmou que cumpriria a promessa. Baldasso voltou a dizer que procuraria o treinador para conseguir a assinatura e transformá-la em tatuagem. O compromisso passou a ser lembrado pelos torcedores nos meses seguintes.

Homenagens a Abel Braga ganharam força no Inter

A tatuagem não foi a única promessa ligada a Abel durante a reta final do Brasileirão. Baldasso também afirmou que mobilizaria conselheiros e torcedores para defender a construção de uma estátua do treinador no entorno do Beira-Rio.

O movimento avançou rapidamente. Depois da vitória sobre o Bragantino, grupos políticos ligados ao clube protocolaram um pedido de estátua para Abel Braga no Conselho Deliberativo.

A homenagem foi defendida não apenas pela participação do treinador na fuga do rebaixamento, mas por toda a sua trajetória no Inter. Abel comandou o clube nas conquistas da Conmebol Libertadores e do Mundial de Clubes da FIFA em 2006, além de ter aceitado deixar a aposentadoria para trabalhar nas duas últimas rodadas de 2025.

O técnico assumiu a missão sem receber salário e retornou ao Rio de Janeiro depois de garantir a permanência. Embora tenha rejeitado a possibilidade de seguir à beira do campo, Abel permaneceu ligado ao Inter e continuou recebendo homenagens de torcedores e antigos jogadores.

Baldasso também possui uma relação antiga com o treinador. Durante o Brasileirão de 2020, o comunicador viralizou ao criar a versão colorada da música “Lá vem o Abelão”. Naquela temporada, prometeu tatuar o nome da música caso o Inter fosse campeão brasileiro, mas o time terminou a competição na segunda colocação.

Desta vez, a condição estabelecida por Baldasso foi cumprida dentro de campo. O Inter permaneceu na Série A sob o comando de Abel, e o comunicador garante que a promessa continua valendo. O cumprimento, porém, dependerá do resultado do próximo exame e da liberação de sua nefrologista.

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