
Sem tempo para respirar depois da eliminação na Copa Sul-Americana, o Grêmio já precisa direcionar todas as atenções para outra decisão. O Tricolor visita o Mirassol neste domingo, às 18h, no Estádio José Maria de Campos Maia, pelo confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
Além da necessidade de reagir imediatamente, o time de Luís Castro terá pela frente um adversário que se transformou em verdadeiro algoz nos últimos anos. O Grêmio perdeu os quatro confrontos oficiais realizados contra o Mirassol, incluindo uma eliminação na Copa do Brasil e três derrotas pelo Campeonato Brasileiro.
O retrospecto começou a ser construído em 2022, quando o clube paulista venceu por 3×2 e eliminou o Tricolor ainda na primeira fase da Copa do Brasil. Em 2025, o Mirassol voltou a levar a melhor duas vezes, por 4×1 no interior de São Paulo e por 1×0 dentro da Arena.
A derrota mais recente aconteceu há apenas duas semanas. No dia 17 de julho, também no Maião, o Grêmio perdeu por 2×1 na retomada do Brasileirão após a Copa do Mundo. A sequência oferece menos de três dias completos entre a frustração continental e o início de outro mata-mata. Além da recuperação física dos jogadores, a comissão técnica precisará trabalhar o aspecto emocional de uma equipe que deixou o campo sob vaias e fortes cobranças depois de duas derrotas seguidas para o Bolívar.
A direção gremista decidiu manter Luís Castro no cargo e voltou a defender a seriedade do trabalho realizado durante os treinamentos. O treinador, por sua vez, assumiu a responsabilidade pela queda na Sul-Americana e afirmou que as manifestações negativas da torcida deveriam ser direcionadas a ele, não aos atletas.
Copa do Brasil ganha peso ainda maior para o Grêmio
Com a eliminação continental, a Copa do Brasil passa a representar a única possibilidade de título nacional do Grêmio no segundo semestre. O torneio também pode oferecer uma resposta rápida à torcida, especialmente porque a classificação será decidida dentro da Arena apenas três dias depois da partida de ida.
O adversário já cruzou o caminho gremista nesta temporada. No retorno do Brasileirão depois da paralisação para a Copa do Mundo, o Mirassol venceu o Grêmio no Maião. O reencontro agora acontece em um cenário diferente, com dois jogos eliminatórios e uma pressão consideravelmente maior sobre o clube gaúcho.
A escolha da escalação será uma das principais decisões de Luís Castro. Diante do Bolívar, o técnico iniciou com Gabriel Grando; Pavón, Gustavo Martins, Kannemann e Pedro Gabriel; Juan Nardoni, Dodi e Noriega; Tetê, Amuzu e Braithwaite. Villasanti, Enamorado, Matheus Nascimento, Marlon, Weverton e outros jogadores ficaram como opções no banco.
A curta distância entre as partidas pode provocar mudanças na equipe, embora a necessidade de uma reação imediata também aumente a possibilidade de manutenção da base considerada titular. A definição dependerá da avaliação física realizada na reapresentação e dos ajustes preparados antes da viagem ao interior paulista.
O Grêmio precisa encontrar principalmente maior eficiência ofensiva. Na derrota para o Bolívar, o Tricolor teve mais posse de bola, acumulou finalizações e passou longos períodos no campo adversário, mas não conseguiu transformar o domínio territorial em gols. A melhor oportunidade apareceu somente nos acréscimos, quando Braithwaite acertou a trave após defesa de Carlos Lampe.
A falta de aproveitamento deixou o time vulnerável ao contra-ataque que originou o gol de Asprilla. Contra o Mirassol, o Grêmio precisará controlar melhor as perdas de posse e apresentar mais clareza na construção das jogadas, evitando levar para a Arena uma desvantagem semelhante à enfrentada no confronto continental.
Depois dos dois jogos pela Copa do Brasil, o calendário ainda prevê o duelo com o São Paulo no sábado, dia 8 de agosto, às 16h, na Arena, pelo Brasileirão. Serão três partidas importantes no intervalo de sete dias, todas capazes de influenciar diretamente o ambiente e os próximos passos do trabalho de Luís Castro.
A classificação diante do Mirassol não apagaria o fracasso na Sul-Americana, mas daria ao Grêmio uma resposta esportiva importante e manteria aberta uma competição de grande peso. Uma nova eliminação, por outro lado, aumentaria a pressão sobre treinador, direção e jogadores logo no início de agosto.









