
Sincero sobre o momento do time do Grêmio, o presidente Alberto Guerra evitou fazer “terra arrasada” nesta segunda-feira em entrevista à Jovem Pan. Ele reconheceu que a equipe precisa jogar melhor para sair da má fase e viu apenas “lampejos” de bom futebol no empate em 0x0 contra o Fortaleza, na tarde domingo, ainda pelo primeiro turno do Brasileirão.
“A fase não é a melhor, mas não é terra arrasada. Temos nossos diagnósticos, sabemos que precisamos melhorar. É importante fazer uma reconstrução de onde nós saímos. Nossa gestão iniciou há pouco tempo, em novembro do ano passado, vindo de uma Série B. Investimos, sim. O Brasileiro é muito difícil, mas bastante longo. Estamos atentos, sabemos que podemos render mais com o elenco que temos. Mas também temos uma série de circunstâncias”, falou Guerra, antes de complementar:
“Chegamos no ápice muito cedo, ainda no Gauchão, que era muito importante. Houve um desgaste, a perda de muitos atletas. Alguns ficaram dois meses fora. Fizemos uma partida abaixo contra o Fortaleza, mas tivemos lampejos de bom futebol. Melhoramos nesta má fase, há uma evolução”.
Guerra não ilude torcedor do Grêmio
Para o presidente, é ilusão pensar que, neste momento, o Grêmio está em condições de brigar de igual para igual no topo da tabela do Brasileirão. Mas a expectativa para o segundo semestre, especialmente com a possibilidade da chegada de reforços, é melhor:
“Um time do tamanho do Grêmio não pode abrir mão de nenhuma competição. Deve ser algo jogo a jogo. Porém, com os recursos que temos agora, não podemos brigar pela ponta da tabela. Talvez brigaremos por vaga na Libertadores. É assim que a gente está encarando. Se ficarmos no bolo e trazermos reforços na janela, melhorando o que já temos em casa, vamos conseguir buscar coisas boas no Brasileirão”, afirmou.