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Goleiro do Grêmio admite cera e alerta sobre nova regra do Brasileirão

Goleiro aprova medidas contra o antijogo, mas vê problema quando houver pancada real

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Weverton fez uma revelação pouco comum às vésperas de o Grêmio disputar sua primeira partida sob o novo pacote de regras do Brasileirão. O goleiro reconheceu que já utilizou a chamada “cera” para ganhar tempo e aprovou medidas destinadas a acelerar as partidas. Ao mesmo tempo, apontou uma dúvida específica envolvendo atendimentos médicos a goleiros.

As mudanças passam a valer a partir da 23ª rodada das Séries A e B. Entre elas estão novas contagens para laterais e tiros de meta, limite de tempo para a saída de jogadores substituídos, permanência mínima fora do campo depois de determinados atendimentos e ampliação das situações corrigidas pelo VAR.

O Zona Mista já detalhou o pacote de novas regras adotado pela CBF. A manifestação de Weverton acrescenta agora a visão de quem poderá ser diretamente afetado por uma das mudanças mais particulares.

O goleiro não tentou se colocar fora da responsabilidade dos jogadores pelo aumento das medidas contra o antijogo. Ao comentar a utilização de interrupções para ganhar segundos durante uma partida, admitiu ter adotado esse comportamento anteriormente.

“Quando a gente está em campo, a gente quer ganhar e faz coisas feias até para ganhar um jogo, cai no chão, ganha tempo, e quando eu estou em casa eu começo a olhar e falo: ‘Eu sei o que o torcedor sente’. Só que é difícil, às vezes você se transforma em campo. Eu vejo que é um movimento importante para melhorar”, afirmou Weverton, em fala recuperada pelo portal GE.

Weverton questiona atendimento ao goleiro após pancadas

A principal ressalva do jogador está na regra de atendimento médico. Quando um atleta de linha recebe assistência e precisa deixar o gramado, passa a aguardar pelo menos um minuto para retornar. No caso de atendimento ao goleiro, a medida prevê que um companheiro de linha permaneça fora durante esse período.

A dúvida surge quando o atendimento não estiver relacionado a uma tentativa de retardar o jogo. Weverton questionou como será feita a distinção quando o goleiro sofrer uma pancada verdadeira e precisar da entrada dos médicos.

“Toda vez que um goleiro cair, tomou uma pancada, vai sair alguém do campo, eu acho que vai ficar meio estranho assim a hora de julgar. Talvez isso veio por própria culpa nossa, pela maneira que a gente quer vencer uma partida. Isso me causou assim, vai ter que jogar com dor? Eu vou ter que agora suportar a dor? Até que ponto vai me atrapalhar depois na sequência do lance? São muitas coisas nessa regra específica”, acrescentou o goleiro gremista.

Na apresentação das mudanças aos atletas, a CBF informou que situações reais desse tipo não provocariam a saída de um companheiro. Segundo o ge, entretanto, essa diferenciação não aparece especificada da mesma maneira no conjunto das novas regras apresentado aos jogadores. É nesse ponto que está a preocupação do goleiro gremista.

As demais medidas receberam avaliação positiva. Em cobranças de lateral deliberadamente retardadas, o árbitro poderá iniciar uma contagem visual de cinco segundos. Se o tempo se esgotar, a cobrança passa ao adversário. Nos tiros de meta, o mesmo tipo de atraso pode resultar em escanteio para o outro time.

Jogadores substituídos também terão dez segundos para deixar o campo depois da indicação da mudança, salvo situações de lesão que impeçam a saída normal. O VAR, por sua vez, passa a poder corrigir um segundo cartão amarelo aplicado de forma equivocada e que provocaria uma expulsão.

O primeiro teste será neste domingo. O Grêmio visita o Atlético-MG, às 16h, na Arena MRV, pela 23ª rodada do Brasileirão. Será a primeira partida gremista desde a entrada em vigor das medidas.

O assunto ganhou ainda mais importância internamente porque o clube contratou recentemente Leonardo Gaciba para atuar como consultor de arbitragem. O Zona Mista mostrou as funções atribuídas ao ex-árbitro dentro do Grêmio, incluindo orientação diante de mudanças nas regras e suas aplicações.

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