
Mathías Villasanti atingiu uma marca histórica com a camisa do Grêmio e revelou que pretende subir ainda mais no ranking dos estrangeiros com maior número de partidas pelo clube. Ao completar 200 jogos, o volante paraguaio passou a ocupar a quarta posição da lista e ficou atrás somente de três personagens de enorme identificação com o Tricolor.
Ancheta lidera o levantamento com 428 atuações, enquanto Kannemann aparece em segundo, com 348. Hugo De León, capitão da conquista mundial de 1983, é o terceiro colocado, com 242 partidas. Villasanti ultrapassou os compatriotas Rivarola e Francisco Arce e passou a ser o paraguaio que mais vezes defendeu o Grêmio.
O camisa 20 alcançou o número durante o empate por 1×1 com o Mirassol, no interior paulista, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Três dias depois, voltou a atuar na Arena e participou da vitória por 1×0 que colocou o Grêmio nas quartas de final da competição.
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A marca ganhou destaque no guia oficial produzido pelo clube para a decisão. Em entrevista especial, Villasanti demonstrou orgulho pela trajetória iniciada em agosto de 2021 e deixou claro que não pretende interromper a escalada no ranking.
“É uma honra muito grande. Eu estava olhando os números agora, antes da entrevista. Tomara que eu possa alcançar outras marcas, quem sabe ultrapassá-los no futuro. Agora é continuar em frente, trabalhando pelo time”, projetou.
Arce serviu de referência para Villasanti chegar ao Grêmio
Ao falar sobre a presença histórica dos paraguaios no Grêmio, Villasanti revelou a importância de Francisco Arce em sua decisão de construir uma trajetória no clube. O antigo lateral-direito foi treinador do volante no Paraguai e serviu como referência antes da transferência para Porto Alegre.
Arce disputou 205 jogos pelo Tricolor entre 1995 e 1997 e de 2000 a 2002. Além da qualidade técnica nas cobranças de falta e nos cruzamentos, tornou-se um dos estrangeiros mais identificados com o clube e participou de conquistas importantes.
A história construída pelo ex-lateral ajudou Villasanti a compreender o peso que carregaria como representante paraguaio. O atual volante afirmou que jogadores contratados no exterior também assumem a responsabilidade de preservar a imagem do país de origem.
“Sempre que um jogador deixa o seu país, acaba levando a responsabilidade de representar bem sua pátria, de deixar uma marca para que aqueles que vierem depois tenham uma boa referência. Posso falar bem sobre isso, pois vim para o Grêmio seguindo a referência do Arce, que foi meu treinador no Paraguai”, declarou.
“Quando cheguei aqui, já sabia da responsabilidade que teria e busquei honrá-la com humildade e trabalho”, acrescentou.
Villasanti foi contratado junto ao Cerro Porteño e precisou superar momentos de desconfiança antes de se consolidar. Permaneceu no clube durante a campanha da Série B de 2022 e alcançou o melhor momento individual em 2023, quando recebeu a Bola de Prata como melhor volante do Brasileirão.
O paraguaio também integrou a seleção da Copa do Brasil de 2023 e a equipe ideal do Campeonato Gaúcho de 2024. Pelo Grêmio, conquistou três estaduais e uma Recopa Gaúcha.
Villasanti cita Kannemann, Geromel e Suárez como exemplos
Além de Arce, Villasanti citou outros três jogadores importantes para a construção de sua identidade com o Grêmio. O volante afirmou ter aprendido com Kannemann, Pedro Geromel e Luis Suárez durante os anos vividos em Porto Alegre.
Kannemann permanece no elenco e está imediatamente à frente do paraguaio no ranking de estrangeiros. Geromel encerrou a carreira depois de se transformar em um dos maiores zagueiros da história gremista, enquanto Suárez teve uma passagem de grande repercussão em 2023.
“Passei por muitos momentos dentro do clube. Bons e ruins. Desde que cheguei, sempre procurei manter a humildade, trabalhando pelo time. Procurei entender que a camisa do Grêmio está sempre acima de tudo”, afirmou Villasanti.
“Durante esse tempo, aprendi muito com vários companheiros que passaram por aqui, especialmente Kannemann, Geromel e Suárez. Procuro transmitir a todos que chegam o que significa vestir essa camisa”, completou.
A manifestação reforça o papel de liderança assumido pelo volante no atual elenco. Antes da grave lesão sofrida em 2025, Villasanti era um dos titulares absolutos e utilizava frequentemente a braçadeira de capitão.
O retorno ocorreu depois de um longo processo de recuperação. O próprio jogador já havia classificado a lesão como a mais difícil da carreira e admitido que ainda precisava recuperar ritmo após voltar aos gramados pelo Grêmio.
Gre-Nal reúne jogo e gol preferidos de Villasanti
Ao revisitar as 200 partidas, Villasanti escolheu o Gre-Nal disputado na Arena pelo Brasileirão de 2023 como o mais especial. O Grêmio venceu por 3×1, e o paraguaio marcou naquela tarde o primeiro gol com a camisa tricolor.
A importância do clássico e o desempenho individual fizeram com que a partida também abrigasse o gol preferido do volante entre os 15 anotados pelo clube até a marca de 200 apresentações.
“Se tivesse que escolher um jogo desses 200, eu escolheria o Gre-Nal do Brasileirão de 2023, aqui na Arena. Além da vitória por 3×1, marquei o meu primeiro gol. Por toda a rivalidade que envolve o clássico, foi um jogo especial e o gol mais marcante que eu fiz”, recordou.
Villasanti considera 2023 sua melhor temporada pelo Grêmio, embora lamente a ausência do título brasileiro. O Tricolor terminou aquela edição como vice-campeão, dois pontos atrás do Palmeiras.













