O clima ficou tenso na Arena depois da derrota do Grêmio pelo placar de 4×2 para o Cruzeiro, de virada, neste domingo, em nova rodada do Brasileirão. Torcedores se dirigiram às tribunas reservadas para dirigentes e fizeram cobranças pelo péssimo momento do time, que segue correndo riscos sérios de um novo rebaixamento em sua história.
O jornalista Mário Godoy, da Rádio Pachola, registrou parte dos protestos e ainda colheu o depoimento de um torcedor que relatou ser hábito, na Arena, xingamentos de dirigentes cercados de seguranças aos torcedores que cobram:
“É o segundo ou terceiro jogo que tem vice-presidente do Grêmio xingando a torcida com uns 10 seguranças em volta, aí é uma barbada xingar a torcida. Mandam tomar no c…, chamam nós de corno”, relatou torcedor identificado como Arthur.
Ao contrário de outros jogos, como no Gre-Nal passado, desta vez a diretoria do Grêmio não se manifestou no pós-jogo. O presidente Odorico Roman e também o executivo de futebol Paulo Pelaipe estavam entre os mais cobrados pelos torcedores.
Renato não joga a toalha, mas admite fase difícil do Grêmio
Abatido, o técnico Renato Portaluppi evitou jogar a toalha na briga contra o rebaixamento, mas reconheceu que a situação está ficando cada vez mais difícil:
“Quando você não vence, as dificuldades vão aumentando. Ainda temos chances, mas cada rodada fica mais difícil. O primeiro tempo fomos bem, nos entregamos, saímos na frente, tomamos o empate e fizemos o 2°. Estava controlado e bom para nós. Alertei eles no intervalo que o Cruzeiro viria com tudo. E infelizmente tomamos um gol cedo no segundo tempo”, destacou Portaluppi na coletiva pós-jogo.
Ainda sem vencer com Renato, o Grêmio segue ameaçado no Brasileirão e continua no 18° lugar da tabela de classificação com 31 pontos. O próximo jogo, sem Kannemann suspenso, é segunda-feira, dia 26, diante do Coritiba, fora.









