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Tiago Nunes relembra “conselho” de Paulo Victor e admite ter tido dificuldades para comandar o Grêmio: “Era fim de festa”

Técnico concedeu declarações ao programa Flow Sport Club no YouTube nesta semana

Pela primeira vez de forma mais ampla e detalhada, o técnico Tiago Nunes tratou de sua passagem pelo Grêmio durante um curto período em 2021. Ele foi o treinador campeão gaúcho sobre o Inter e líder da chave da Sul-Americana, mas também dirigiu o time em um começo horrível sem vitórias no Brasileirão até ser demitido – meses depois, já com Vagner Mancini, o clube cairia de divisão. As declarações de Tiago abaixo foram dadas ao Flow Sport Club, no YouTube:

Conselho dado pelo goleiro Paulo Victor

“Quando saiu o Grohe, o Grêmio buscou o Júlio Cesar do Fuminense em 2019, já tinha o Paulo Victor e em 2020 trouxe o Vanderlei. E conseguiu queimar os três. O Brenno começou a jogar e foi pra seleção de base. E eu tinha um jogo de Copa do Brasil. Chamei o Paulo e falei: ‘Vou te botar’. E ele: ‘Tiago, tu vai arrumar um problema pra ti’. O próprio jogador sabia do contexto de pressão externa. Mas se eu boto o Gabriel Chapecó e o Grêmio é eliminado, eu queimo a carreira do menino. Depois botei ele pra jogar. Mas são situações que às vezes o próprio jogador mais experiente chega em ti e fala que vai acabar mais atrapalhando que ajudando”

Efeito no vestiário pós-Renato

“O Renato tinha uma relação direta com o presidente e de blindagem total do futebol. Ele mandava no futebol do Grêmio. Por ter esse perfil, ele afastou totalmente do vestiário por cinco anos aqueles dirigentes políticos. Que, quando o Renato sai, sentem aquela vontade de voltar e começar a palpitar no futebol. Aí a pressão externa e até interna cresce. Não tinha nem vou ter o tamanho do Renato, muito menos no Grêmio”

Elenco do Grêmio em “fim de festa” e reforços

“Era uma espécie de fim de festa porque, quando sai o Renato, muitos jogadores campeões pelo clube viviam fim de ciclo. E tinha jogador que não podia pisar na Arena que a torcida queria matar. O elenco era bom, mas era desequilibrado. Eu fiquei batendo na tecla: tem que contratar, tem que contratar, tem que trazer jogadores. Pedi pros caras um goleiro. O Brenno tem um p… potencial, mas precisávamos de um goleiro experiente para jogar no Grêmio. Falamos com o Marcelo Grohe para retornar. O Marcelo Oliveira, que até então era coordenador, falou com o Grohe para voltar. O Marcelo teve o interesse em vir, mas a direção achou que não valeria a pena”

Título enganoso do Gauchão

“Falamos com o Hernani, volante, que jogou no Athletico e foi para o futebol da Itália. Ficou naquelas do ‘vamos ver’. Pedi o Giuliano, que foi para o Corinthians. E queria mais dois atacantes. A gente precisava reforçar o elenco. Só que aí a gente ganha e vem aquele sentimento de esperar a janela de agosto. Tivemos também uma crise absurda de mais de 20 casos de Covid, nunca vi igual”

Demissão do Grêmio

“Eu perguntei assim: ‘O trabalho é bom no dia a dia?’. Me disseram que era. ‘Tenho problema de relacionamento com algum jogador?’. Responderam: ‘Nenhum’. Então a demissão foi com a justificativa de que “precisamos fazer alguma coisa”, “precisamos mudar”. Falam que o Grêmio caiu pela primeira parte que, com o Tiago, não conseguiu fazer pontos. Se é assim eu cito o jogo do Santos que ganhávamos de 2×1 e tomamos um chute do meio da rua no apagar das luzes, o jogo do Fortaleza que perdemos pênalti com 40 minutos do segundo tempo, o jogo do Ceará que perdemos no fim”

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