Thiago Neves pensou que iria “arrebentar” no Grêmio e vê injustiça na saída: “Não se faz nem com cachorro”

Atualmente no Sport Recife, jogador de 35 anos deu a sua versão sobre a conturbada saída

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Thiago Neves resolveu falar. E, com riqueza de detalhes, deu a sua versão sobre a ainda recente saída do Grêmio. Deixando claro uma mágoa grande pela maneira como a direção conduziu a rescisão contratual, o atual meia do Sport Recife reconheceu, em entrevista ao jornalista Rica Perrone, no YouTube, que imaginou que iria “arrebentar” pelo tricolor gaúcho em 2020.

Sua contratação partiu de um pedido especial do seu amigo de longa data, o técnico Renato Portaluppi, mas foi vista desde o princípio com desconfiança pela torcida e pela imprensa gaúcha.

“A gente já estava tendo conversas desde 2018. O Grêmio tentava, negociava com o Cruzeiro, mas eu renovei lá. Aí em 2019 aconteceu tudo aquilo e o Renato falou que iria cuidar de mim, falou: “Vem pra cá”. Eu fui. Cheguei e já senti que, tipo, tem a desconfiança pelo que aconteceu com o Cruzeiro em 2019. Eu cheguei no Grêmio precisando pedir desculpas pelo que disse em 2017 do “chupa, Grêmio”, então eu cheguei com esse monte de coisas. Cheguei depois de todo mundo, levei muito tempo pra me condicionar e aí veio a pandemia”, disse, antes de acrescentar:

“Quando voltaram os jogos, a diretoria estava em cima do Renato e a torcida pressionando. O Grêmio não vinha jogando bem, mesmo com várias contratações. Quando ele me botava, eu era crucificado. Me sentia mal, pois parecia que tudo de ruim no Grêmio a culpa era minha. Acho que eu fui muito injustiçado. Desde o primeiro dia, fui muito bem recebido. Achei que eu iria arrebentar. O time era muito bom e havia muita esperança em mim. E a minha esperança também era boa”.

Situação contratual de Thiago Neves pesou para a direção

Uma das situações que pesava contra o meia de 35 anos no Grêmio era a forma como o seu contrato foi produzido. Nele, havia uma cláusula de renovação automática por mais um ano e aumento de salário com um número mínimo de presenças entre os relacionados, sem nem precisar entrar em campo. Nesta entrevista, o jogador garante que, se fosse para ficar, retiraria a cláusula sem problema algum.

O meia ainda conta que não foi comunicado oficialmente pelo Grêmio da rescisão e que teve um diálogo curioso com o volante Maicon, no CT, um dia depois da derrota de 2×1 em casa para o Sport – Thiago Neves ganhou a chance de ser titular nesta partida do Brasileirão.

“Mas chegou uma hora que eles acharam melhor “saírem” comigo do que tentarem me dar outras chances. Foi uma decisão só deles (direção). Achei injusta a forma que me comunicaram. Jogamos contra o Sport e perdemos na Arena. No outro dia eu fui treinar normal e o Maicon me chamou pra eu ver uma notícia “Thiago Neves é demitido do Grêmio”. Mostrou o celular e perguntou pra mim se era verdade. Eu falei que não sabia de nada e que achava que era fake”, revelou, para depois finalizar:

Thiago Neves não conseguiu ter sequência no Grêmio – Foto: Reprodução/Premiere

“O que eu sabia é que a direção não queria mais a cláusula de meta de jogos para a renovação automática. Mas isso eu tiraria tranquilo. Tanto que eu deixei bem claro isso. O Maicon mesmo falou que estava estranho. Fiz o treino normalmente e o meu empresário me ligou: “O diretor quer falar com você. Os caras não querem mais. Vai pra casa”. Peguei e fui embora. Durante uma semana, não fui comunicado pelo Grêmio. Apenas um diretor ligou para o meu empresário. Até hoje, não sei o que aconteceu. Só sei que, da forma que foi, não se faz nem com um cachorro”.

Sem deixar saudades, Thiago Neves em sua curtíssima passagem pelo Grêmio fez apenas 14 jogos e um único gol.

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