Satisfeito com o seu 100% de aproveitamento no Beira-Rio até aqui, o técnico Eduardo Baptista revelou que vinha fazendo uma promessa a Alerrandro antes de o atacante marcar o gol da vitória do Inter por 1×0 sobre o Coritiba, nesta terça-feira (3), no Beira-Rio. Durante a entrevista coletiva, o treinador contou que procurava transmitir confiança ao centroavante e repetia que seu gol apareceria justamente quando a equipe mais precisasse. A previsão se concretizou aos 49 minutos do segundo tempo, quando o camisa 9 converteu o pênalti sofrido por Juninho em lance polêmico de Rodrigo Moledo.
O treinador explicou que o trabalho de recuperação da confiança dos jogadores se tornou uma das prioridades desde sua chegada. Alerrandro, que vinha enfrentando dificuldades para marcar, continuou recebendo oportunidades como referência ofensiva. Eduardo destacou que a participação do atacante nos treinamentos e seu comprometimento com a equipe sustentaram a decisão de mantê-lo entre os titulares.
“Eu sempre falei pra ele: o seu gol vai sair na hora que a gente mais precisar. E saiu hoje aqui. Na hora que eu vi o pênalti, eu olhei para o céu, falei: é a hora, né? A profecia se faz real”, afirmou Eduardo, que acrescentou a técnica da batida:
“E a coragem dele, a tranquilidade, bateu do jeito que ele treina. Então isso deixa a gente bastante feliz e mostra para todos os outros, mostra para um elenco inteiro que tá todo mundo vivo”, destacou.
Mercado ajuda técnico do Inter
Outro fato que chamou a atenção na partida foi Gabriel Mercado fazendo sinais para o banco de reservas durante os minutos finais da vitória. Segundo o treinador, o zagueiro estava avisando que Bruno Gomes sofria com cãibras e não tinha mais condições físicas de continuar em campo.
Durante a entrevista coletiva, Eduardo foi questionado se o gesto de Mercado havia provocado uma mudança na estratégia do time ou se as substituições já estavam previstas. O técnico explicou que a comissão técnica tinha um planejamento para utilizar as alterações disponíveis, mas precisou considerar a situação física de Bruno Gomes.
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“Ele tava avisando que o Bruno Gomes tava com cãibra. Mas eu tinha que fazer duas trocas. A gente tinha uma situação programada pra fazer e ele só avisando que o Bruno precisava de uma troca e já não tava aguentando mais, o Bruno pedindo”, explicou Eduardo.
Eduardo explicou que a comissão técnica precisava ajustar o desenho da equipe antes de realizar as mudanças. A intenção era aumentar o número de jogadores próximos da área adversária, já que o empate não atendia às necessidades coloradas.
“Eu ia ter que fazer a do Bruno, mas eu tinha mais uma pra fazer. A gente tava só ajustando o desenho que a gente ia fazer. Optou por botar dois centroavantes ali e depois adiantar o próprio Juninho, que também tava desgastado, correu demais”, acrescentou o treinador.
Mercado, aliás, havia sido reserva do Inter diante do Fluminense e retornou contra o Coritiba. “A partir do momento que a gente teve uma semana pra trabalhar, a liderança do Mercado hoje era importante. Eu sabia que ia ser um jogo difícil, um jogo pesado”, acrescentou Baptista.
A situação de Alan Patrick no Inter
Contra o Coritiba, o principal desfalque acabou sendo Alan Patrick, que não se sentiu confiante nos testes feitos na semana em função das dores musculares. Para Baptista, seria muito arriscado lançá-lo a campo nestas condições:
“Ele se colocou à disposição, nós tentamos colocar ele em campo. Ele fez um trabalho, acho que o departamento médico fez um trabalho juntamente com o departamento físico, de saúde e performance, fez um trabalho incrível com os dois, tanto com o Maia como pro Patrick. A gente conseguiu evoluir com o Thiago Maia, o Maia deu uma resposta positiva e nós colocamos”.
“O Alan ainda tinha algum resquício, ainda tinha alguma dor, ainda tinha alguma coisinha muito pequena e aí, como um acordo, talvez você arriscar num jogo desse e essa lesão aumentar, você perde ele por um longo tempo. Então, acho que foi um consenso da gente ali”, acrescentou.









