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Renato responde se virou “botão de emergência” do Grêmio e retoma frase dos 50%

Treinador relaciona novas oportunidades ao que entregou anteriormente e defende trabalhos de suas passagens

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A frequência com que o Grêmio recorre a Renato Portaluppi nos últimos anos virou assunto durante a apresentação de sua quinta passagem como treinador. Questionado se hoje representa uma espécie de “botão de emergência” do clube em momentos de dificuldade, Renato relacionou os sucessivos retornos aos resultados que conseguiu entregar anteriormente.

A pergunta surgiu pouco depois de outra provocação envolvendo uma das declarações mais conhecidas de sua passagem anterior. Na época, Renato disse que gostaria de ver outro treinador chegar ao Grêmio e fazer 50% do que ele havia realizado. Agora, depois da passagem de outros profissionais pelo cargo, foi questionado sobre por que acreditava tanto naquela avaliação.

Renato usou a resposta para defender não apenas o próprio trabalho, mas a dificuldade da profissão e o volume de problemas internos que, segundo ele, nem sempre é conhecido por quem avalia um treinador apenas pelos resultados.

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“Com todo o respeito a todos, uma coisa é ficar opinando. Outra é estar fora de um clube e não saber o que se passa dentro dele, o trabalho que precisa ser feito para conseguir os objetivos. Quando as coisas não vão bem no futebol, eu costumo falar: quando ganha, todo mundo é bom; quando perde, todo mundo é ruim. Muita gente, na última passagem que tive aqui, não levou em consideração a pandemia, não levou em consideração a enchente e todos aqueles problemas. Não jogamos aqui dentro da Arena, jogamos muitos dos nossos jogos fora, em Curitiba, e as pessoas perguntavam por que não ganhou, por que isso ou aquilo. Opinar e olhar de fora é muito fácil. Só quem vive o dia a dia no futebol e dentro do clube sabe das dificuldades que passa e do trabalho que precisa ser feito”, iniciou.

Na sequência, Renato retomou diretamente a declaração dos “50%” e reafirmou a convicção que tinha quando pronunciou a frase.

“Eu, graças a Deus, como jogador aprendi bastante e, como treinador, continuo aprendendo todos os dias. Muitas vezes vejo as coisas ali na frente, e uma dessas coisas foi o que falei: eu queria ver um treinador chegar aqui e fazer 50% do que eu fiz. Eu ia ficar feliz, muito feliz. Você falou que passaram três treinadores aqui. A vida de treinador não é fácil. A cada três dias, se ganha, tem um pouquinho de paz, mas naquela mesma noite já não dorme direito porque precisa pensar no próximo jogo e em como vai ganhar novamente. Quando não ganha, vem tudo aquilo. As pessoas muitas vezes não veem os problemas que o treinador tem. Eu escolhi essa profissão, as críticas vêm e muitas delas às vezes são injustas, mas temos que conviver com isso”, declarou.

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Renato completou a resposta reconhecendo que também está sujeito a erros, mas reforçando que suas escolhas são feitas pensando no clube.

“Eu sou pago para pensar. Vou errar, vou acertar, mas sempre busco o melhor para o clube. Não busco o melhor para mim, para fulano ou beltrano. Busco sempre o melhor para o clube. Mas sou humano e também posso errar. Agora temos que procurar errar o menos possível e acertar o máximo para conseguir as vitórias e os pontos necessários”, acrescentou.

“Quem é bom sempre é lembrado”, diz Renato

Mais tarde, Renato foi perguntado diretamente se enxergava alguma dependência do Grêmio em relação à sua figura, considerando que o clube novamente o procurou em uma situação esportiva delicada.

“Quem é bom sempre é lembrado. Eu não chego aqui no Grêmio e compro pontos, compro faixas ou compro taças. Eu conquisto isso com trabalho. Então, como falei, quem é bom sempre é lembrado. Toda vez que fui lembrado pelo Grêmio, pode ter certeza de que eu entreguei também. Porque, nessas outras passagens, se eu não tivesse entregado, não tivesse conquistado e não tivesse dado resultado, eu não estaria aqui. É justo. No momento em que sou lembrado, é porque entreguei. Espero que eu possa entregar de novo desta vez”, afirmou.

O desafio atual, porém, começa em cenário diferente de várias de suas campanhas de maior sucesso. Renato assume com a necessidade imediata de recuperar o time no Brasileirão, além de ter uma semifinal de Copa do Brasil no horizonte. A reestreia oficial será neste domingo, 11h, em casa, diante do Palmeiras.

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