No dia seguinte à derrota de 3×2 fora de casa para o Botafogo, em que dividiu o comando do time com Felipão, Renato Portaluppi foi oficialmente apresentado pelo Grêmio e concedeu coletiva de imprensa na Arena. Ele falou da ótima relação com o coordenador técnico, fez contas para escapar do rebaixamento e ainda pediu apoio total da torcida e sem vaias. Veja as suas principais falas:
Sentimento de voltar ao Grêmio: “É uma satisfação e uma alegria muito grande voltar para a minha casa. É o clube que eu me criei, conquistando títulos como jogador e treinador. Quando o presidente me ligou, trocamos ideias e praticamente de imediato eu aceitei. Sei que o momento não é dos melhores. Estamos na semi da Copa do Brasil, mas o nosso maior problema é o Brasileirão. Estou aqui para ajudar o clube a sair dessa situação difícil, mas não impossível”.
O apoio da torcida: “Tenho certeza que vamos ter o apoio da torcida a partir de domingo com todo respeito ao Palmeiras. Sabemos das dificuldades, mas o Grêmio é muito forte com a Arena cheia. O nosso torcedor também está convocado para os jogos. Situação difícil, não impossível e vamos trabalhar para colocar o Grêmio no seu devido lugar”.
Papel de Felipão neste momento: “Tenho uma amizade há muitos anos com o Felipão, que já conquistou muito aqui dentro. Me sinto orgulhoso por fazer parte desta história. Ele é uma lenda. Algo assim só tinha acontecido em 1995 em Brasília. Ontem foi uma emoção grande por estar com uma lenda. Mas passou. Infelizmente, todo mundo viu o que aconteceu no jogo. Vamos procurar trabalhar. Não sei realmente o papel do Felipão com o antigo treinador, mas comigo ele vai estar sempre do lado. Um cara positivo, que eu quero aprender também. Ganhou títulos, campeão do mundo, precisa estar do nosso lado”.
Objetivo a partir de agora: “Nesta quinta passagem é tirar o clube desta situação. E temos uma semi de Copa do Brasil. Para mim, é um prazer estar no Grêmio. O momento não é muito bom, mas também não é o fim do mundo. Vamos trabalhar para buscar as vitórias e dar de presente ao nosso torcedor a permanência na Série A. Depois, ali na frente, pensamos na Copa do Brasil”.
Jogo contra o Botafogo: “O que eu gostei da equipe foi a atitude. A atitude é tudo no futebol. Apesar do pouco tempo, conversei bastante com o grupo e com o Felipão. Acho que o torcedor também gostou. Mas lógico que temos que melhorar. Vamos trabalhar bastante para tentar vencer”.
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Pedido contra as vaias: “Eu confio do presidente ao roupeiro. Ou eu não estaria aqui. O que eu notei de bom ou de ruim, não adianta ficar debatendo, é virar a página. Treinar em todos os sentidos para voltarmos fortes depois da parada. Uma das nossas forças é a nossa Arena e isso faz a diferença. Proibido vaiar. Peço de coração para não vaiarem. Entendo a situação, mas precisamos de energia positiva. O torcedor vai ver entrega e disposição em campo”.
Contas matemáticas contra o rebaixamento: “Na minha cabeça, esse ano não será preciso 45 pontos para escapar. Acho que precisamos de 5 vitórias. Precisamos de 15 pontos. Todos os clubes que venceram 12 vezes jamais caíram. Então a gente precisa de 5 vitórias. Chegaremos nas 12 vitórias assim. E aí não cairemos. Acredito que neste ano vai ser assim”.
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