A situação de Matheus Cunha para o primeiro Gre-Nal das quartas de final da Copa do Brasil ganhou uma nova versão depois do empate em 0x0 entre Inter e Atlético-MG, no Beira-Rio. Durante a partida, a saída do goleiro foi tratada na cobertura do jogo como aplicação do protocolo de concussão. Depois do confronto, porém, o Inter informou que o procedimento não teria sido acionado.
A diferença é importante porque interfere diretamente na possibilidade de Matheus Cunha enfrentar o Grêmio na próxima quinta-feira, dia 27. Pela regra da CBF, um jogador retirado oficialmente por meio do protocolo de concussão precisa cumprir etapas específicas antes de voltar a disputar uma partida.
O lance aconteceu aos 27 minutos do segundo tempo. Vitor Hugo cabeceou dentro da área, Matheus Cunha saltou e conseguiu espalmar. Na sequência da defesa, porém, o goleiro bateu o rosto contra a trave e permaneceu no gramado recebendo atendimento médico.
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Depois de alguns minutos, Cunha foi retirado de maca e Anthoni entrou em seu lugar. Naquele momento, a informação passada durante a cobertura da partida foi de que havia sido acionado o protocolo de concussão. O registro em tempo real do jogo também identificou a substituição desta forma.
Após o encerramento da partida, entretanto, surgiu uma informação diferente. Em entrevista coletiva, após o jogo, por meio do seu treinador, Paulo Pezzolano, o Inter afirmou que o médico não utilizou o protocolo de concussão para realizar a mudança.
Pezzolano diz que pancada ocorreu no nariz
Paulo Pezzolano também tratou do assunto durante a entrevista coletiva. Segundo o treinador colorado, a avaliação inicial era de que Matheus Cunha havia sofrido uma pancada no nariz, e não uma concussão.
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“Matheus Cunha, em princípio, não tomamos como concussão porque foi um golpe no nariz. Ele vai fazer exames. Pegou no nariz e não estava bem”, explicou Pezzolano.
O goleiro deverá passar por avaliações para determinar as consequências do choque. Portanto, existe neste momento uma diferença entre a informação transmitida durante o jogo e a versão apresentada posteriormente pelo clube e pelo treinador.
Essa distinção é fundamental. A regra da CBF prevê que, quando a equipe decide utilizar a substituição adicional por concussão, o médico comunica a arbitragem utilizando um cartão vermelho específico. Esse cartão não representa uma expulsão. Ele serve apenas para identificar formalmente que aquela mudança ocorreu pelo protocolo médico.
A substituição por concussão também não é descontada das cinco alterações normais disponíveis à equipe. Quando o procedimento é utilizado, o adversário igualmente passa a ter direito a uma substituição adicional.
O que diz a regra da CBF sobre o retorno
O Manual de Competições da CBF estabelece um período especial de retorno para o atleta retirado por concussão. O jogador precisa passar por etapas progressivas de recuperação e permanecer assintomático antes de ser novamente liberado para uma partida oficial.
Pelo protocolo, o retorno a jogos organizados pela CBF somente pode ocorrer no sexto dia após a data da ocorrência, desde que o atleta esteja sem sintomas.
No caso de Matheus Cunha, o choque aconteceu no sábado, dia 22. O primeiro Gre-Nal está marcado para quinta-feira, dia 27, no Beira-Rio. Assim, se a substituição tiver sido oficialmente registrada como uma substituição por concussão, a regra impede a participação do goleiro no clássico.
Por outro lado, caso a versão apresentada pelo Inter esteja correta e a troca de Matheus Cunha por Anthoni tenha sido registrada apenas como uma substituição normal, essa restrição automática do protocolo de concussão não se aplica. Neste cenário, a presença ou ausência do goleiro dependerá da avaliação médica e dos exames realizados pelo clube.
Por isso, a questão central agora não é apenas saber se Matheus Cunha sofreu ou não uma concussão confirmada. É necessário esclarecer como a substituição foi oficialmente comunicada e registrada durante Inter x Atlético-MG. A súmula, até o fechamento desta matéria, ainda não foi informada.
A transmissão indicou naquele momento que o protocolo havia sido utilizado. Posteriormente, Inter e Pezzolano apresentaram outra interpretação. Um registro oficial da partida ou um esclarecimento da CBF poderá definir qual procedimento efetivamente foi adotado. Enquanto isso, Anthoni permanece como alternativa para o gol colorado na preparação para o Gre-Nal.









