Rafael Sobis diz que não teria a mesma postura de Edenilson após a jogada de Cirino

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Vaiado de forma inédita pela torcida no Beira-Rio no jogo contra a Chapecoense pelo Brasileirão, no compromisso seguinte à perda da Copa do Brasil para o Athletico, o volante Edenilson resolveu se explicar na web. Em uma longa postagem nas redes sociais no mesmo dia da vitória de 1×0 sobre os catarinenses, deu a sua versão sobre o drible de Marcelo Cirino.

Na jogada, ele e Rafael Sobis são driblados e acusados de “desistirem” do lance que gerou o gol de 2×1 do Furacão, que faturou o título no Beira-Rio. Nesta quinta-feira, ao programa Bola Nas Costas, da Rádio Atlântida, o atacante disse que não viu “erro” na jogada e que não faria o que Edenilson fez.

“Me crucificaram muito por causa disso. Acho até que o Edenilson postou algumas coisas dias depois, eu jamais faria isso, não tem do que se desculpar. Acontece, é do futebol. Infelizmente. Foi um drible de fim de jogo, uma loucura, o empate era deles”, disse o atacante.

Reveja aqui toda a nova declaração de Sobis sobre a fatídica jogada.

O desabafo de Edenilson, para quem não lembra, foi esse:

“Boa tarde. Em virtude dos muitos pedidos, venho me pronunciar. Poderia me calar e sumir como tentei fazer nos últimos dias, para tentar esquecer o que passou nos últimos 15 dias, onde literalmente do último lance contra o Cruzeiro até o último lance contra o Athletico eu fui do céu ao inferno. Realmente, desde o meu primeiro jogo aqui senti o carinho e afeto do torcedor. E justamente por isso estou aqui. Tenho mais de 100 jogos, muitas vitórias, muitas derrotas, muitas alegrias e muitas tristezas também, coisas que fazem parte do futebol. Os aplausos e as vaias jamais serão um problema. Pelo contrário, é a forma como o torcedor demonstra o seu sentimento e isso tem que ser respeitado. Assim como jamais expliquei algo bom que eu tenha feito, é difícil ter que explicar algo ruim, porém em virtude da forma como foi interpretada aqui estou. Não concordo que eu e o Sobis desistimos do lance com o Cirino. Dentro de campo você vive de escolhas e decisões, as vezes certas, outras vezes erradas. Eu sabia que no final da partida ele tentaria segurar a bola na linha de fundo ou cavar uma falta. Optei por tentar roubar a bola limpa sem falta para que pudéssemos ter no minimo mais uma chance de ataque. Quando eu vejo que o Sobis chega, eu confio que roubaríamos a bola e baixo um pouco a guarda. Mas o Cirino então consegue sair e ao ver a distância que a bola foi pensei que teria alguém perto. Quando viro, me surpreendo que estamos um pouco distantes justamente por estarmos em busca do resultado. Quem me conhece sabe que jamais desistiria de ajudar ou tentar ajudar os meus companheiros. Nesses mais de 100 jogos que citei, sempre demonstrei isso. Posso conviver com a dor de ter sido incompetente, mas não com um sentimento de desistência que jamais existiu. Infelizmente foi uma grande trajetória que sem o título não valeu de nada. Agora temos que seguir em frente, não por descaso ou por não respeitar. Justamente pelo contrário, porque é preciso. Pois o clube segue e está acima de qualquer um“.

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