Vivendo uma situação de desespero dentro da zona do rebaixamento do Brasileirão e com mais de 60% de chances de rebaixamento, sendo o 18° colocado com 28 pontos, o Inter demitiu Paulo Pezzolano no final de semana e anunciou na manhã desta quarta o técnico Eduardo Baptista. O novo comandante estava no Criciúma, onde foi vaiado pela torcida na derrota em casa nesta terça para o Operário, pela Série B.
Eduardo Baptista não era o Ficha 1 da diretoria do Inter, que procurou vários outros nomes desde a última segunda-feira e acumulou vários “nãos” no mercado. Nomes como Zubeldía, Mauricio Barbieri e Jair Ventura foram tentados, mas recusaram.
Outro motivo que agradou a direção foi o entusiasmo demonstrado por Eduardo mesmo no contexto difícil de um contrato curto até dezembro e com apenas 10 jogos pela frente. O treinador encara a situação como “oportunidade de carreira”, que era exatamente aquilo que a diretoria desejava para o momento. O novo técnico chega acompanhado do auxiliar técnico Julio Cesar Schiavon e do analista de desempenho Lucas Brito Sousa.
Itens como bola parada ofensiva, características compatíveis com o atual grupo e respostas rápidas em clubes anteriores também pesaram a favor de Baptista, que é filho de Nelsinho Baptista, já aposentado da função de treinador. Pela contratação, a diretoria colorada vai pagar uma multa no valor de R$ 300 mil ao Criciúma.
O Inter, claro, tinha pressa em anunciar o seu novo comandante em função da parada da Data FIFA nas próximas semanas. A ideia do clube é potencializar o tempo e intensificar o trabalho com a comissão que chega. A estreia será no dia 7, dentro do Beira-Rio, diante do Corinthians, pelo Brasileirão. Depois, serão mais 9 partidas na tentativa de salvar a equipe do rebaixamento.









