Matheus Bahia não concorda que o Inter esteja vivendo uma nova oscilação de desempenho. Depois do empate em 1×1 diante do Remo, no Beira-Rio, o lateral-esquerdo reconheceu que a atuação não atingiu o mesmo nível apresentado recentemente contra Flamengo, Corinthians e Palmeiras, mas avaliou que o principal problema esteve nas oportunidades desperdiçadas.
O jogador conversou rapidamente com a imprensa na zona mista depois de uma noite marcada por forte frustração. O Inter abriu o placar cedo, permaneceu à frente até os acréscimos do segundo tempo e acabou sofrendo o empate em cobrança de falta.
Na saída de campo, parte da torcida manifestou irritação com vaias e gritos direcionados ao time. Matheus Bahia afirmou compreender completamente a reação das arquibancadas e revelou que o ambiente no vestiário também foi de tristeza pelo resultado.
“O torcedor veio com a esperança de ver o Inter ganhar. Então não tinha sentimento pior para eles do que a gente não vencer. No vestiário ficamos muito tristes, mas o jogo acabou e não podemos ficar remoendo. No sábado temos outro jogo muito difícil em casa”, ressentiu.
A fala reforça uma necessidade que já vinha sendo discutida antes mesmo da partida. Paulinho havia antecipado que o Inter precisaria assumir uma postura diferente contra o Remo e transformar o crescimento observado diante dos adversários mais fortes em vitórias dentro do Beira-Rio.
O resultado não veio, mas Matheus Bahia entende que isso não significa que todo o desempenho tenha sido ruim.
Matheus Bahia não vê oscilação no Inter
Questionado diretamente sobre a dificuldade colorada para repetir atuações em sequência, o lateral discordou da interpretação de que a equipe voltou a oscilar.
Segundo ele, algumas das oportunidades construídas poderiam ter mudado completamente a leitura sobre a partida caso terminassem em gol.
“Se nas oportunidades que tivemos a gente tivesse feito o gol, a história seria outra. Não se falaria em jogo ruim ou oscilação. Não acredito que estamos oscilando. Fizemos um bom jogo, não igual aos outros, mas para mim não se trata de uma oscilação.”
Matheus Bahia admitiu, porém, uma diferença importante em comparação aos compromissos anteriores. O Inter não foi tão eficiente quando conseguiu chegar ao ataque.
Contra adversários de maior força, a equipe havia criado menos em determinados momentos, mas aproveitado melhor algumas oportunidades. Diante do Remo, a situação se inverteu.
“Hoje não fomos tão efetivos quanto nos outros jogos. Não acredito que fizemos um jogo ruim. Não foi igual ao Flamengo ou ao Corinthians em casa, mas criamos chances e não concluímos. Isso também faz parte do futebol.”
O lateral também demonstrou confiança de que a reação da torcida não significará um rompimento com a equipe. Para Matheus Bahia, o público que compareceu ao Beira-Rio nesta segunda-feira chegou justamente porque havia percebido sinais positivos nos jogos anteriores.
Agora, porém, ele mesmo reconhece que será preciso apresentar uma resposta.
O problema adicional é que Matheus Bahia não poderá ajudar dentro de campo contra o Atlético-MG. O lateral recebeu cartão amarelo diante do Remo e cumprirá suspensão automática no compromisso de sábado.
A ausência cria uma decisão para Paulo Pezzolano na montagem do lado esquerdo da defesa, especialmente em uma sequência que também antecede o primeiro Gre-Nal das quartas de final da Copa do Brasil.
Villagra admite “sabor amargo”
Rodrigo Villagra também falou rapidamente na zona mista e apresentou uma leitura semelhante sobre o sentimento do elenco. O volante evitou prolongar a análise e concentrou a resposta na necessidade de reagir imediatamente contra o Atlético-MG, sábado, a partir das 18h30, no Beira-Rio.
“Fica um sabor amargo porque queríamos levar os três pontos e não conseguimos. Agora temos uma partida importante contra o Atlético-MG. Temos que trabalhar dia após dia para conseguir tirar adiante os jogos que vêm.”









