
A busca do Inter por um novo centroavante ganhou uma atualização importante. Agustín Vila, integrante da direção do Independiente Rivadavia, negou que o clube argentino esteja negociando a transferência de Alex Arce para o Beira-Rio. A manifestação é a primeira resposta direta de um representante da equipe que controla o atacante paraguaio.
Em entrevista ao programa argentino Dos de Punta, repercutida pelo jornalista Diego Bautista, Vila afirmou que “não é verdade essa história de negociações”. O dirigente reconheceu que o interesse colorado provoca orgulho no Independiente, mas adotou um discurso de permanência e acrescentou que o clube espera ter Arce “por muito tempo”.
A diferença entre os termos é fundamental. A declaração nega a existência de uma negociação entre Inter e Independiente Rivadavia, mas não descarta que o nome do jogador tenha sido analisado pela direção colorada. Também não impede uma eventual consulta ou proposta futura. Neste momento, porém, não existe confirmação pública de tratativa formal.
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Negativa muda o estágio de Alex Arce no Inter
O ge havia informado que Alex Arce estava entre os centroavantes analisados pelo Inter para ocupar a vaga aberta no ataque depois da saída de Rafael Borré. A apuração já indicava que não havia negociação formal. Outros jornalistas, por outro lado, publicaram versões sobre conversas em andamento e uma pedida de aproximadamente US$ 3 milhões.
A manifestação de Agustín Vila reforça a versão mais cautelosa. Como não há proposta oficial conhecida nem confirmação das duas diretorias, as informações sobre tratativas avançadas e valores continuam no campo das versões de mercado. Isso não significa que o jogador tenha sido completamente descartado, mas impede que o negócio seja apresentado como encaminhado.
O Zona Mista já havia detalhado o cenário de Alex Arce no Inter, destacando justamente a necessidade de separar o interesse colorado de uma negociação efetiva. A declaração do dirigente argentino acrescenta uma posição direta do lado que precisaria autorizar a saída.
Arce tem 31 anos, é paraguaio e defende o Independiente Rivadavia. O centroavante também integra a seleção de seu país e aparece entre os principais goleadores da atual edição da Conmebol Libertadores. A experiência, a presença de área e o desempenho no torneio continental ajudam a explicar por que o nome chegou ao departamento de futebol colorado.
A posição pública do Independiente também pode fazer parte da estratégia de valorização do atacante. Negativas são comuns durante janelas de transferências, especialmente quando os contatos ainda não evoluíram para uma proposta oficial. Mesmo assim, enquanto não surgir uma informação posterior, a declaração de Vila representa o estágio público mais recente do caso.
O Inter avalia diferentes possibilidades para reforçar o setor. O clube já teve contatos retomados por Pedro Raul e também realizou uma avaliação de Thiago Borbas, atacante vinculado ao Red Bull Bragantino. As condições financeiras e o modelo de pagamento são considerados decisivos na escolha.
A necessidade aumentou após a saída de Borré, que deixou uma lacuna no comando do ataque. A direção procura um jogador capaz de disputar a titularidade, mas trabalha dentro de um orçamento limitado. Por isso, empréstimos, pagamentos parcelados ou operações com menor investimento imediato ganham força nos bastidores.
No caso de Alex Arce, o próximo avanço concreto seria uma consulta formal ao Independiente Rivadavia ou a apresentação de uma proposta. Até que isso aconteça, a redação mais segura é que o atacante está no radar ou é analisado pelo Inter. A afirmação de que os clubes negociam foi diretamente contestada pela direção argentina.









