Miguel Monsalve já iniciou o deslocamento para a Argentina para avançar nas últimas etapas de sua saída do Grêmio. O meia colombiano foi liberado pelo clube gaúcho para realizar exames médicos antes de completar o empréstimo ao Estudiantes de La Plata. Além da viagem, a imprensa argentina revelou nesta quarta-feira (26) os valores acertados para uma eventual compra definitiva.
O acordo prevê a cessão de Monsalve por uma temporada, com validade até junho de 2027. O Estudiantes terá uma opção de compra fixada em US$ 3 milhões por 65% dos direitos do jogador, conforme informações publicadas por veículos de La Plata próximos ao clube argentino. Pela cotação atual, o valor representa uma possibilidade relevante de receita futura para o Grêmio caso a cláusula seja exercida.
A atualização acrescenta informações ao cenário conhecido durante a manhã. O empréstimo já estava encaminhado e havia a definição de uma opção de compra no contrato, mas o valor e o percentual envolvidos na cláusula ainda não tinham sido detalhados. Agora, além das cifras, Monsalve recebeu autorização para viajar e passar pelos procedimentos médicos necessários antes da formalização.
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O jornal El Día, de La Plata, passou a tratar a chegada do colombiano como concretizada entre Grêmio e Estudiantes. Já o portal local 0221 informou que o jogador se despediu do clube gaúcho e embarcou da cidade brasileira para a Argentina. Até a noite desta quarta, porém, a operação ainda aguardava as etapas finais envolvendo exames e formalização para ser anunciada oficialmente pelos clubes.
Grêmio mantém participação importante em eventual venda de Monsalve
A composição da opção de compra chama atenção porque o Estudiantes não adquiriria a totalidade dos direitos de Monsalve. Caso decida pagar os US$ 3 milhões previstos, a negociação envolverá 65% da participação estipulada no acordo, preservando uma parcela relevante vinculada ao jogador.
Esse formato permite ao Grêmio transformar o empréstimo em uma venda futura sem necessariamente se desprender de toda participação em Monsalve. O cenário poderá gerar nova consequência patrimonial caso o colombiano se valorize na Argentina e posteriormente seja negociado novamente, mas qualquer impacto adicional dependerá da redação definitiva dos documentos e do eventual exercício da opção pelo Estudiantes.
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Monsalve tem contrato com o Grêmio até dezembro de 2028. O colombiano chegou a Porto Alegre em 2024 depois de se destacar pelo Independiente Medellín e foi tratado inicialmente como uma aposta de valorização. Durante sua passagem, alternou períodos de maior utilização com momentos de pouca sequência e também enfrentou problemas físicos.
A relação entre Monsalve e Estudiantes não começou nesta janela. O clube argentino já havia procurado informações sobre o meia anteriormente. Em julho, houve uma consulta pelo jogador, mas naquela ocasião não existia proposta formal e o colombiano permaneceu no Grêmio. A movimentação atual avançou muito além daquele estágio e encaminhou efetivamente a transferência por empréstimo.
A mudança também oferece ao meia a possibilidade de recuperar espaço competitivo. Monsalve vinha perdendo posições na hierarquia do elenco comandado por Luís Castro e deixou de aparecer com regularidade entre as principais alternativas do meio-campo. No Estudiantes, encontrará um clube que acompanha seu futebol há bastante tempo e que voltou ao mercado para viabilizar sua contratação.
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Outro componente da mudança é o reencontro com Edwuin Cetré. Os dois colombianos atuaram juntos no Independiente Medellín antes de seguirem caminhos diferentes. Cetré posteriormente foi para o próprio Estudiantes, enquanto Monsalve acabou negociado com o Grêmio. Agora, a dupla voltará a dividir o mesmo elenco em La Plata se todos os procedimentos finais forem concluídos.
A saída temporária não encerra imediatamente o vínculo de Monsalve com o Grêmio. O próximo passo é a realização dos exames médicos na Argentina e a conclusão documental da transferência. Depois disso, Estudiantes e Grêmio poderão oficializar o empréstimo, mantendo no contrato a possibilidade de transformação do negócio em venda por US$ 3 milhões.
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