
O Grêmio venceu o Coritiba por 1×0, respirou no Brasileirão e ainda viu Luís Castro abrir uma pauta importante para o futuro do elenco. Depois da partida na Arena, o treinador falou sobre o uso de jovens da base, citou atletas que treinaram com o grupo principal e admitiu uma limitação direta do clube no mercado. A frase mais forte veio quando o português afirmou que o Tricolor “não tem bolso” para buscar reforços.
A declaração surgiu após uma pergunta sobre a utilização de atletas formados no clube. Viery, Pedro Gabriel e Gabriel Mec foram citados no questionamento. Mec, inclusive, marcou o gol da vitória sobre o Coritiba e reforçou a presença da base no time em um momento de cobrança. O Grêmio também teve três gols anulados por impedimento, em jogo marcado por tensão, expulsões e participação constante do VAR.
O contexto torna a fala ainda mais relevante. O Grêmio vive uma sequência pesada entre Brasileirão, Sul-Americana e Copa do Brasil. Além disso, precisa administrar desgaste, suspensões e um elenco pressionado por resultados. O Zona Mista já mostrou que Carlos Vinícius foi punido e está suspenso do próximo jogo, o que aumenta a necessidade de alternativas internas para Luís Castro.
Antes da resposta sobre mercado, Castro evitou antecipar qualquer cenário contra o Athletico. O técnico disse que falar do jogo pelo Brasileirão antes do compromisso contra o Palestino, pela Sul-Americana, não seria respeitoso. Na sequência, entrou no tema da base e deixou claro que o projeto gremista precisa olhar com atenção para os jovens.
Luís Castro deixa recado forte sobre mercado do Grêmio
Luís Castro explicou que não separa jogadores jovens dos demais atletas do elenco. Segundo ele, todos são observados de forma igual. O treinador, porém, reconheceu que o projeto do clube também passa pela valorização da academia e pela necessidade de dar espaço a quem vem de baixo.
A fala ganhou força quando o treinador citou dois jovens que treinaram com o grupo principal. Ele mencionou Benjamim e Igor, de 17 e 16 anos, como exemplos desse olhar para a base. Depois, conectou a escolha com a realidade financeira do Grêmio no mercado.
“Eu olho para os jogadores da base como olho para todos, de forma igual. Agora, o projeto privilegia também aquilo que é a academia, a base. Portanto, vamos continuar olhando. Esta semana tivemos o Benjamim e o Igor conosco trabalhando, um jogador de 17 anos e outro de 16. Vamos olhar para eles, porque nós não temos bolso para ir ao mercado”, disse Luís Castro.
O treinador, então, reforçou que prefere expor a realidade do clube sem criar ilusões. Para ele, o momento exige consciência, paciência e aceitação dos riscos naturais de um projeto que também aposta na formação de atletas.
“Eu prefiro uma verdade que me machuque do que uma mentira que me iluda. Não gosto de mentiras que me iludem. Neste momento, nós temos que agir assim e agir com consciência. Nós, Grêmio, quando no início da temporada falamos, falamos de um projeto que também privilegiava isso. Então temos que seguir no nosso caminho. Já sei que haverá momentos muito difíceis. Já sei. Já sei que pelo caminho podem acontecer muitas coisas. Já sei. Isso me coloca um pouco de pressão, mas temos que saber viver com ela”, completou Luís Castro.
A declaração ajuda a explicar parte das escolhas recentes do treinador. Gabriel Mec ganhou espaço como meia mais avançado e respondeu com gol contra o Coritiba. Viery e Pedro Gabriel também vêm recebendo oportunidades em uma fase na qual o Grêmio tenta equilibrar juventude, necessidade de resultado e calendário apertado.
O tema não é novo no ambiente gremista, mas a frase de Castro dá outro peso ao debate. O Zona Mista já havia mostrado que o Grêmio vinha tratando jovens como parte relevante do projeto, inclusive em decisões sobre o tamanho do elenco e abertura de espaço para a base. Agora, o treinador coloca a limitação financeira como fator central para esse caminho.
A coletiva também mostrou que o Grêmio deve seguir alternando soluções. O treinador citou o calendário pesado e a necessidade de reagir rapidamente a perdas de atletas. Por isso, a base passa a ser mais do que uma alternativa eventual. Ela vira parte prática do planejamento para atravessar a sequência.
Agora, o Grêmio muda o foco para a Sul-Americana. Depois, volta ao Brasileirão contra o Athletico, fora de casa. Além do treinador, Carlos Vinícius também não estará presente contra os paranaenses pelo campeonato nacional. Sem o centroavante suspenso e com Luís Castro fora do banco, o Grêmio terá mais uma prova da realidade que o técnico expôs: encontrar respostas dentro do próprio grupo.
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