
A derrota do Grêmio por 1×3 para o Corinthians teve um bastidor importante revelado por Luís Castro depois da partida. Em entrevista coletiva, o treinador contou que chegou à manhã do jogo sem ter a equipe totalmente definida. O motivo envolvia conversas com o departamento médico e situações físicas de alguns jogadores. Entre os nomes citados, Amuzu e Willian apareciam em condição longe do ideal.
A informação ajuda a explicar parte das escolhas feitas pelo técnico na Arena. Amuzu começou no banco e só entrou aos 16 minutos do segundo tempo, quando o Grêmio já tentava reagir. Willian, por sua vez, ficou entre os suplentes, mas não foi utilizado. A dupla era vista como alternativa técnica para mudar o jogo, especialmente em uma noite na qual o Tricolor perdeu força após bom começo.
O Grêmio iniciou a partida com intensidade, abriu o placar com Gabriel Mec e conseguiu pressionar o Corinthians nos primeiros minutos. Depois, o time caiu de rendimento, sofreu o empate nos acréscimos da etapa inicial e voltou sem a mesma resposta. Na segunda etapa, André virou para o Corinthians e Kaio César ampliou pouco depois. A expulsão de Thiago Beltrame acabou deixando qualquer reação ainda mais difícil.
Luís Castro tratou o tema dentro de uma explicação maior sobre instabilidade. O treinador voltou a falar sobre desgaste, limitações e falta de tempo para treinar. Ele reconheceu que a equipe ainda não conseguiu encontrar estabilidade e explicou que, em alguns momentos, precisa decidir escalação e uso de atletas em cima da hora. O caso de Amuzu e Willian entrou justamente nesse contexto.
Bastidor aumenta alerta no Grêmio
Antes de citar os dois jogadores, Luís Castro já havia falado que o Grêmio convive com muitos problemas. O treinador afirmou que o clube sofreu com suspensões, lesões e desgaste acumulado. Segundo ele, isso influencia diretamente na montagem do time e na capacidade de manter intensidade durante a partida. A queda física e mental contra o Corinthians foi uma das marcas da derrota.
Foi nesse cenário que o técnico revelou o problema de última hora. A fala mostrou que Amuzu e Willian não estavam descartados, mas também não apareciam em condição plena. Castro indicou que ambos seriam utilizados apenas em caso de necessidade. A situação reduz as alternativas do banco e ajuda a entender por que algumas mudanças demoraram ou foram feitas em circunstâncias ruins.
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“Hoje de manhã não tínhamos em condições o Amuzu, não tínhamos em condições o Willian. Iríamos recorrer a eles no limite, porque apresentavam alguns sintomas gripais e também algum desconforto. Isso limita-nos, claro que sim. Temos dedicado muito à gestão, porque o treino, como vocês sabem, não existe tanto”, disse Luís Castro.
A declaração não muda o peso da derrota, mas acrescenta contexto ao momento gremista. O torcedor viu um time que começou bem e depois perdeu controle emocional, físico e tático. Ao mesmo tempo, a coletiva mostrou que a comissão técnica lidava com problemas internos antes mesmo da bola rolar. Em uma partida de alta cobrança, perder opções importantes de velocidade e criação pesa ainda mais.
Amuzu entrou quando o jogo já tinha outro cenário. O atacante substituiu Braithwaite aos 16 minutos do segundo tempo, pouco antes da sequência fatal do Corinthians. André marcou o segundo gol aos 19, e Kaio César fez o terceiro aos 22. Ou seja, a entrada do ganês aconteceu em um momento de tentativa de reação, mas a equipe desabou rapidamente. Willian não chegou a ser acionado. Agora, a pausa no calendário vira uma necessidade ainda maior para o Grêmio. O período sem jogos pode recuperar jogadores, reorganizar cargas e permitir treinos que Luís Castro diz não ter conseguido fazer com frequência.
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