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No “Assado”, Luís Castro cita “feitos” e defende trabalho no Grêmio: “Ano passado não conseguiu”

Treinador português tem otimismo em dar a volta por cima na continuidade do ano

ENTREVISTA

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Antes da parada geral para a Copa do Mundo e da derrota de 3×1 em casa para o Corinthians no último final de semana, o técnico Luís Castro gravou entrevista para o “Assado”, de Duda Garbi, falando do seu trabalho até aqui no Grêmio. Ele esteve ao lado do auxiliar Vitor Severino e destacou alguns pontos já conquistados na sua gestão em 2026.

Ele lembrou, por exemplo, o título do Gauchão e a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil, algo que o Grêmio não conseguiu no ano passado. Castro admitiu, porém, que a pontuação no Brasileirão está abaixo do desejado.

“Eu achava e pensava que as coisas poderiam estar mais estáveis na produção da equipe. Está sendo difícil estabilizar a equipe, mas entendo os motivos. Não tivemos tempo de treino e temos um conjunto de jogadores novos que chegaram ao clube, além de vários da base a jogar de forma regular. Isso provoca uma instabilidade”, iniciou Castro.

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“Mesmo assim, com toda essa instabilidade, conseguimos ganhar um estadual e estar na Copa do Brasil em frente. O ano passado não conseguiu nem uma coisa nem outra. Nem Gauchão nem avançar na Copa. Ok, gostaríamos de ter mais pontos no Brasileirão, claro. Mas a distância de pontos é de um jogo para a parte de cima. E, na Sul-Americana, não estamos classificados como queríamos, mas estamos classificados”, acrescentou.

Mais falas do treinador do Grêmio nesta entrevista:

“O planejamento da parada está feito desde o início do ano e ele não pode depender de resultados. Na primeira fase, será de descanso em função da intensidade dos jogos que tivemos. Descanso na parte mental, também. Tivemos muitas lesões e castigos. Descansaremos duas semanas. O nosso grande problema foi não ter tido pré-temporada. Isso não justifica nada. O que foi feito está feito”

“Não foi a primeira vez que o Grêmio apareceu. E apareceu de visão apaixonada, de projeto novo e de aproveitar a base. A transformação do elenco e ser no futuro uma equipe que ganhe de forma constante. E em função de tudo aquilo que estava a acontecer eu achei que seria algo parecido com o que já vivi. Sabia que haveria investimento e olhar para a base. Eu acreditei muito nisso”

“A vida no futebol é sempre um risco. O futebol cria extremo desconforto em nós pela grande pressão. Mas é isso. Se fosse para desfrutar da vida, eu escolheria ir para um sítio tranquilo. E não seria treinador. Mas não é isso. Ainda estou naquela fase da vida que prefiro estar exposto. E o Grêmio é desafiador sim. Um desafio complexo que foi aceito“

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