Ao ser perguntado sobre a situação do seu auxiliar Alexandre Mendes, o técnico gremista Renato Portaluppi surpreendeu na coletiva de imprensa após o Gre-Nal neste domingo e terminou a última resposta abrindo apoio para Flávio Bolsonaro, que disputa com Lula o 2° turno das eleições presidenciais. A votação está prevista para o dia 25 de outubro.
Ao terminar a fala, Renato recebeu alguns aplausos na sala de imprensa da Arena, mas, de acordo com o jornalista Leonardo Sonda, que estava no local, os gestos de aprovação não vieram de repórteres ou jornalistas. Segundo ele, “conselheiros e babadores de ovo” aplaudiram:
“Nenhum jornalista aplaudiu. São conselheiros ou babadores de ovo que ficam na sala acompanhando a coletiva. As vezes rola de algum identificado irrelevante aplaudir, principalmente com o Renato, mas ontem não foi o caso”, disse o repórter da TV Bandeirantes, que fez uma das perguntas para Portaluppi ainda no início da coletiva.
“A imprensa tem que parar de dar 5 minutos de fama para quem não deve dar. Aí no dia seguinte o próprio Ministério Público inocentou ele (Alexandre Mendes). E alguns jornalistas foram com uma sede para condenar o cara. Por que não tiveram essa sede para inocentar ele agora? Gozado isso. Eu não deveria falar isso, mas é por isso que sou Bolsonaro”, disse Renato.
Coletiva de Renato é marcada por diversas críticas
Sem papas na língua e mantendo o seu estilo sincero, Renato deu uma coletiva marcada por diversas críticas: ao trabalho do antigo treinador Luís Castro, à montagem do elenco de 2026, à qualidade técnica do grupo e ao excesso de estrangeiros no plantel. Perguntado posteriormente sobre tudo isso, o presidente Odorico Roman não quis criar polêmica e declarou ser “a opinião dele”.
Em meio a esse contexto de pressão, o Grêmio segue na zona do rebaixamento do Brasileirão no 18° lugar da tabela com 31 pontos. O próximo jogo será no domingo, em casa, às 16h, diante do Cruzeiro.









