Com apenas seis em 36 partidas, o ex-centroavante Jô teve uma passagem nada agradável com a camisa do Inter entre 2011 e 2012 e saiu pouco tempo depois rumo ao Atlético-MG sem deixar saudades na torcida colorada. Na época, ele era apenas reserva de Leandro Damião e cometia erros fora de campo, principalmente no exagero com a bebida, algo que o fez perder uma viagem para a Bolívia para um jogo da Conmebol Libertadores. Segundo ele, conforme nova entrevista dada ao “Abre Aspas”, do portal GE, a passagem pelo Colorado realmente foi “terrível”:
Perda de viagem pelo Inter: “Não era nem que eu bebia todo dia. A questão era mais, por exemplo, dia que antecedia viagem. Igual essa questão de eu não ter viajado contra o The Strongest. A gente tinha que se apresentar no outro dia às 7h da manhã, porque era uma viagem Porto Alegre-São Paulo-Bolívia. Às 4h eu estava bebendo ainda. Como é que deita e dorme? Não acorda, não tem como. Essa irresponsabilidade, às vezes, era minha”.
Relação com a bebida: “Acho a palavra ‘alcoólatra’ muito forte, o caso era de que não tinha controle. Não era todos os dias (que bebia), mas, quando acontecia, eu não tinha freio: ‘Não, espera aí, já deu, vamos parar aqui’. Talvez os profissionais de saúde digam: ‘Mas isso aí é alcoolismo’. No meu entendimento como ser humano, acho que não era. Hoje, graças a Deus, tenho esse controle, mas foi bem complicado”.
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Passagem terrível no Inter: “O corpo tem que ser cuidado. Um trabalhador normal, por exemplo, que mexe no computador a semana inteira, trabalha mais com a mente. A gente, não. É o corpo, todo dia é o corpo. Acho que isso me atrapalhou, naquela época me atrapalhou bastante. Não era nem todo dia que eu bebia, mas era em momentos inadequados. Foi uma passagem terrível no Inter”.
Concorrência com Damião: “Foi um momento difícil. Porque vim de uma passagem até mais ou menos pelo City, mas já com seis, sete anos de Europa. Venho para o Inter para o lugar do Damião. Só que ele acaba não sendo vendido. E ainda dou um azar, que foi o melhor ano da carreira dele (2011). Chego para me readaptar ao futebol brasileiro, mas, com uma passagem na Europa, fica tudo mais difícil. Não consigo me readaptar com a velocidade que achava, tive problemas de extracampo, então foi uma passagem bem complicada”.
Mais lembranças do Inter: “Comecei a brigar com o treinador, com o presidente, com o diretor. O Fernandão era um cara que, quando cheguei, me abraçou, só que depois, no decorrer das coisas, eu comecei a culpá-lo também. O que eu tiro de lição é que, independentemente da dificuldade, você tem que manter a sua postura. Em algum momento, por ter vindo e ficado no banco, acabei ficando irritado e fazia coisas de extracampo que começaram a se complicar. Por isso considero uma passagem bem difícil da minha carreira”.
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