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Eduardo Baptista já mira Gre-Nal e quer tempo no Inter: “Não vim para dois meses”

Técnico colorado Eduardo Baptista concede nova entrevista à TV oficial do clube

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Na véspera do duelo de estreia diante do Corinthians, no Beira-Rio, em rodada decisiva do Brasileirão, Eduardo Baptista concedeu nova entrevista ao InterCast, no YouTube oficial do clube, deixando claro o seu desejo de estar por longo tempo no comando do time. Ele focou nos 10 jogos finais do campeonato e no objetivo de escapar do rebaixamento, mas deixou claro os seus planos ao falar que “não vim para dois meses”. Confira as principais falas da nova entrevista do comandante colorado:

Esquema com três zagueiros: “Eu sempre gostei do 4-3-3 ou do 4-2-3-1. Aquele Sport, que teve a melhor colocação dos pontos corridos, e logo depois a Ponte Preta, que esteve perto de ir pra Conmebol Libertadores. Você vai trabalhando e caindo em situações que te cobram um algo a mais. No Atlético-GO, tomávamos muitos gols. Caímos para o São Paulo na Sul-Americana e no Brasileirão as coisas não andavam. Aí começo a estudar mais em cima disso. Infelizmente, o trabalho não continuou. Mais adiante, iniciando a Série B pelo Novorizontino, senti que era o momento de testar aquilo lá. E ninguém na Série B jogava com três zagueiros. Só o Abel, vindo de Portugal, tinha um desenho parecido com aquele. Saímos da segunda divisão de São Paulo e quase tivemos o acesso para a Série A”.

Variações com Bruno Gomes: “Temos que entender o que se tem em mãos. Um exemplo real é o Bruno Gomes. Ele te dá um leque de movimentos. Hoje, todos os times vão construir em uma linha de três homens. Automaticamente, precisa proteger a linha inicial. Mas ter um jogador que sai dessa linha e busca o encaixe no adversário ele te dá ferramentas para você poder jogar”.

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Trabalho com Bernabei: “Nós temos jogadores inteligentes. Jogadores com uma, duas e até três funções. O Bernabei faz bem o corredor e e estamos estimulando o 1 para 1, para ele buscar o enfrentamento contra o adversário. Se a bola vem pelo outro lado também queremos que ele tenha presença de área para fazer gol. Não vejo ele no seu melhor potencial jogando por dentro. Ele não para, é incansável, veloz”.

Outros jogadores: “O Vitinho, por característica, tem mais facilidade de jogar por dentro, de receber a bola, de atacar de dentro para fora. Defensivamente, ele também tem um bom entendimento. Tenho trabalhado bastante com o Carbonero para ajustar a parte defensiva para poder ajudar. O Bruno Henrique, apesar de ser volante, também pode jogar mais adiantado para ser um meia de armação em alguns momentos. Temos um leque grande de jogadores. Procurei entender cada um e não busquei improvisações. É colocar eles onde eles se sentem bem”.

Jogos anteriores do Inter: “A partir do momento que eu acertei com o Inter, eu assisti todos os jogos. Muitas vezes o time tinha bons momentos, mas levava o gol na hora errada. O jogo contra o São Paulo não foi ruim. Temos que ser equilibrados. É tomar cuidado na hora de marcar. A gente fala muito em ajustar a altura do nosso bloco de marcação. Trabalhamos com bloco alto, médio e baixo. Temos a opção por dentro com jogadores técnicos como o Alan, mas também oferecemos os lados. É um jogo de xadrez, onde vai ser mexendo com o seu adversário sem se atirar de maneira perigosa. Claro que teremos riscos, mas um risco controlado e equilibrado”.

Corinthians e depois Gre-Nal: “É a grande oportunidade nossa. Eu acredito muito que, com dois bons resultados, a nossa situação poderá ser melhor resolvida. Não podemos abrir a camisa para o adversário atirar. O nível de concentração é sobre isso. Sei o poder de um Gre-Nal, mas o Corinthians vem primeiro. E eu já entendi que a rivalidade contra o Corinthians é grande também. Eu falei para eles: esses dois jogos podem virar a chave de um jeito que ninguém está esperando. Mas eu estou vindo de fora e estou vendo isso. Há o fator confiança que a gente busca a cada dia”.

Trabalho a longo prazo no Inter: “Eu não vim aqui para dois meses. Eu saí de um trabalho consolidado no Criciúma, que fatalmente vai ter o acesso, mas eu sei o que eu deixei para trás. Não vim só para tirar o Inter do rebaixamento, mas eu vim por um contrato longo, para poder fazer um trabalho em um grande clube, em um grande centro e poder construir algo maior. Que a gente possa ter muitas vitórias aqui. O Inter é muito grande para estar em uma situação como essa”.

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