O Inter recebeu seu terceiro transfer ban da FIFA em 2026, desta vez por uma pendência financeira relacionada à contratação do volante Benjamin Arhin junto ao Dansoman Wise, de Gana. A punição foi registrada na quinta-feira (29), segundo informações divulgadas pela CNN Brasil e pela Itatiaia, e acrescenta um novo bloqueio à lista de restrições enfrentadas pelo Colorado para registrar jogadores.
A novidade representa um avanço concreto no processo que já vinha sendo acompanhado desde o primeiro semestre. O clube ganês havia apresentado uma cobrança à FIFA por parcelas que considerava vencidas, mas a situação ainda não havia resultado em punição. Agora, com a aplicação da sanção, o Inter passa a ter três processos internacionais que chegaram ao estágio de transfer ban.
Conforme as informações publicadas pelo ge e pela GZH, Benjamin foi adquirido em fevereiro de 2025 por 140 mil euros, aproximadamente R$ 800 mil na cotação da época, pela compra de 50% dos direitos econômicos. O acordo previa oito parcelas de 17,5 mil euros. O Dansoman Wise afirma que o Inter quitou somente a primeira prestação e deixou outros pagamentos em aberto.
Dívida por Benjamin muda de estágio na FIFA
O caso envolvendo Benjamin já havia sido detalhado pelo Zona Mista quando o Inter atrasou parcelas da contratação. Na ocasião, a informação central era a existência da pendência com o clube africano. Posteriormente, o procedimento avançou para uma cobrança formal na FIFA.
A terceira punição modifica a situação jurídica da obrigação. Segundo a GZH, cinco parcelas já estavam vencidas no fim de outubro, somando mais de R$ 500 mil. O ge, em levantamento anterior, havia identificado quatro prestações vencidas e uma cobrança próxima de 70 mil euros. A diferença está relacionada às referências temporais utilizadas pelas reportagens, já que outra parcela tinha vencimento previsto para outubro de 2026.
A penalidade impede novos registros durante três janelas de transferências, podendo ser retirada antes caso o clube regularize a obrigação que originou o bloqueio. A restrição não interfere diretamente na utilização dos jogadores já inscritos para o Brasileirão, mas exige atenção para o planejamento das contratações futuras.
Benjamin tem 20 anos e recebeu oportunidades pontuais na equipe profissional do Inter. O volante participou de partidas do Campeonato Gaúcho, da Recopa Gaúcha e do Brasileirão, além de integrar as atividades das categorias de base. Sua contratação, inicialmente tratada como investimento em um jovem com potencial de desenvolvimento, acabou provocando uma nova disputa financeira internacional.
Inter acumula restrições por três negociações
O primeiro dos três transfer bans está relacionado à contratação do zagueiro Juninho junto ao Midtjylland, da Dinamarca. A segunda punição envolve a compra do lateral-esquerdo Ramon junto ao Olympiacos, da Grécia. Os dois casos já tinham resultado em sanções antes da nova decisão envolvendo Benjamin.
Em setembro, o Inter recebeu seu segundo transfer ban por causa da contratação de Ramon, jogador que posteriormente foi emprestado ao Vitória. A punição mais recente acrescenta outro processo à relação, mas não deve ser confundida com as cobranças referentes aos atletas anteriores.
Além das medidas internacionais, o Colorado também enfrenta um bloqueio preventivo no âmbito do sistema nacional de controle financeiro. A restrição está relacionada aos procedimentos conduzidos pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), vinculados ao pedido de organização coletiva de obrigações financeiras apresentado pelo clube.
A coexistência desses processos impõe diferentes condições para a regularização. Enquanto as punições da FIFA decorrem de obrigações específicas com clubes estrangeiros, o procedimento nacional possui regras próprias. Uma eventual quitação isolada não significa, portanto, que todas as restrições existentes contra o Inter sejam automaticamente encerradas.









