
O pedido do Inter pelo reconhecimento do título brasileiro de 2005 ganhou um novo capítulo nesta semana. O presidente da CBF, Samir Xaud, esteve no Beira-Rio e foi questionado sobre a possibilidade de a entidade chancelar a reivindicação colorada. A resposta não trouxe uma decisão imediata, mas indicou o caminho que a confederação pretende seguir antes de qualquer movimento oficial.
O tema voltou à pauta porque o Inter trabalha nos bastidores para dividir o título do Brasileirão de 2005 com o Corinthians. A discussão ganhou força após novas repercussões sobre a Máfia do Apito, escândalo que provocou a anulação de 11 partidas daquela edição. O clube gaúcho entende que há elementos para buscar uma reparação histórica, sem necessariamente retirar a conquista corintiana.
A manifestação de Xaud foi feita em entrevista coletiva no Beira-Rio. O dirigente evitou tratar o caso como uma escolha política da CBF e colocou o assunto no campo jurídico. Segundo ele, a entidade só poderá agir depois de uma definição formal sobre o processo ainda pendente. “Não é a CBF que escolherá quem vai ser o campeão ou não”, afirmou Samir Xaud.
CBF coloca pedido do Inter nas mãos da Justiça
A resposta mantém o caso em aberto, mas afasta uma decisão rápida por parte da CBF. Xaud disse que a confederação aguarda a resolução jurídica para, então, chancelar ou não o reconhecimento. A fala segue a mesma linha de manifestações anteriores do dirigente, que já havia tratado o tema como uma questão fora do poder direto da entidade. O Zona Mista já havia abordado essa posição em manifestação anterior da CBF sobre o título de 2005 do Inter.
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman, também falou sobre o assunto. Ele explicou que existe tramitação dentro da federação, junto ao Inter, ao presidente Alessandro Barcellos e ao ex-presidente Fernando Carvalho. Conforme Hocsman, quando a documentação for oficialmente entregue, o caso será levado ao departamento jurídico da CBF. “Já tem tramitação dentro da Federação, junto ao Inter”, explicou Luciano Hocsman.
O Brasileirão de 2005 terminou com o Corinthians campeão e o Inter na segunda colocação. A diferença final foi de três pontos. Naquele campeonato, o time gaúcho teve uma vitória anulada e repetiu o 3×2 sobre o Coritiba. Já o Corinthians recuperou pontos em jogos remarcados contra Santos e São Paulo.
A discussão ganhou nova força depois de declarações do ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho no documentário sobre a Máfia do Apito. Ele admitiu ter recebido dinheiro para manipular partidas. O escândalo levou à anulação de jogos comandados por ele e mudou o rumo da competição nacional daquele ano.
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