O Inter abriu uma nova frente no mercado financeiro para tentar colocar em dia as pendências com o elenco. Entre as instituições procuradas pela direção colorada está o BTG Pactual, banco que já mantém uma relação direta com o complexo Beira-Rio por ser um dos acionistas da Brio, empresa que explora comercialmente parte da estrutura do estádio.
A informação foi publicada pela Zero Hora nesta terça-feira. O contato com o BTG faz parte de uma movimentação mais ampla do clube, que conversa também com outras instituições financeiras em busca de recursos. Até o momento, nenhuma operação foi fechada. A tentativa ocorre enquanto o Inter convive com dois meses de direitos de imagem em atraso e segue procurando uma solução para a dívida com os jogadores.
A ligação do banco com o Beira-Rio torna o movimento especialmente relevante. O BTG é sócio da Andrade Gutierrez na Brio, sociedade criada no processo de modernização do estádio para a Copa do Mundo de 2014. A empresa administra diferentes ativos comerciais do complexo, como estacionamento, espaços para eventos e setores vinculados ao Coração do Gigante.
+ A sugestão drástica de Leonardo Meneghetti para salvar o Inter do rebaixamento
BTG negocia ampliar participação na operação do Beira-Rio
Ao mesmo tempo em que aparece entre os bancos procurados pelo Inter, o BTG vive outro movimento importante envolvendo o estádio. O banco negocia a aquisição da participação da Andrade Gutierrez na Brio. Caso a operação seja concluída, passará a controlar sozinho a empresa responsável por essa parcela da exploração comercial do complexo.
A negociação para assumir integralmente a Brio ainda não representa qualquer mudança na administração do futebol ou das bilheterias dos jogos do Inter. Essas atividades permanecem sob responsabilidade do próprio clube. O movimento envolve os ativos comerciais previstos no acordo firmado para a reforma do Beira-Rio.
Para o Inter, o assunto imediato é o caixa. Segundo a apuração publicada nesta terça-feira, a direção pretende tentar quitar pelo menos uma parte das pendências com os jogadores antes do Gre-Nal de quinta-feira, às 20h, na Arena. Não existe, porém, garantia de que algum recurso proveniente das conversas bancárias estará disponível até o clássico.
A procura por instituições financeiras acrescenta um novo capítulo à crise de fluxo de caixa admitida publicamente pelo clube nas últimas semanas. O Colorado também priorizou pagamentos ao elenco enquanto tenta resolver o transfer ban relacionado à pendência com o Midtjylland pela contratação de Juninho.
O cenário coloca o Inter diante de duas decisões simultâneas. Dentro de campo, a equipe disputa com o Grêmio uma vaga na semifinal da Copa do Brasil depois do 0x0 no Beira-Rio. Fora dele, a direção tenta encontrar recursos de curto prazo para reduzir as pendências com o grupo. Agora, uma das alternativas passa justamente por um banco que já participa há anos da estrutura comercial do estádio colorado.









