InícioInterMercado do Inter

Inter descumpre novo acordo com Patrick e volta a ser cobrado na Justiça

Ex-volante pede pagamento integral e bloqueio de valores caso obrigação continue sem quitação

Continue lendo após o anúncio

O Inter voltou a enfrentar uma cobrança judicial envolvendo o volante Patrick, atualmente no Remo. O clube não pagou a primeira parcela de um novo acordo homologado pela Justiça em julho e agora é cobrado em R$ 1.493.811,46, valor atualizado após multa, juros e correção monetária.

Segundo informações desta terça-feira, Inter e Patrick haviam chegado a um novo entendimento para encerrar uma disputa que se arrasta desde a passagem do jogador pelo Beira-Rio. Pelo acordo mais recente, o clube reconheceu uma obrigação de R$ 1.351.720,09, incluindo o débito e honorários advocatícios.

O pagamento seria dividido em sete parcelas. A primeira, de R$ 55.720,09, venceu em 30 de agosto. Outras seis parcelas de R$ 216 mil teriam vencimentos mensais entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027. De acordo com a cobrança apresentada pela parte do jogador, nem mesmo a primeira prestação foi quitada.

+ Inter terá três pendurados na estreia de Eduardo Baptista e liga alerta para o Gre-Nal

Acordo previa cobrança integral em caso de atraso

O documento firmado entre as partes previa vencimento antecipado da obrigação caso uma parcela não fosse paga. Com o descumprimento, a defesa de Patrick passou a cobrar o saldo integral e acrescentou multa de 10%, além de juros e correção, chegando aos atuais R$ 1,49 milhão.

A defesa do volante pediu que a Justiça reconheça formalmente o descumprimento e intime o Inter para realizar o pagamento integral em até 15 dias. Somente se a obrigação continuar sem quitação é que foi solicitado o bloqueio de valores existentes nas contas do clube ou de repasses que o Colorado tenha a receber da CBF e da FGF. Portanto, o pedido de bloqueio ainda não representa uma medida já determinada ou executada.

A origem da cobrança é anterior. Patrick, que defendeu o Inter entre 2018 e 2021, tinha valores a receber e fechou um primeiro acordo em julho de 2022, no total de R$ 1,35 milhão. O clube pagou uma entrada de R$ 150 mil e as seis primeiras parcelas de R$ 99,9 mil, mas deixou de quitar outras seis prestações que venceram entre fevereiro e julho de 2023.

+ Guerrinha aponta o primeiro erro de Eduardo Baptista no Inter: “Não é uma boa”

A empresa ligada ao jogador acionou o Inter naquele ano. O clube apresentou contestações relacionadas à cobrança, mas os argumentos não prosperaram em primeira instância nem no Tribunal de Justiça. A tentativa mais recente de encerrar a disputa foi justamente o acordo homologado em julho deste ano.

A nova cobrança aparece em meio a outras frentes judiciais enfrentadas pelo clube. Em setembro, por exemplo, o Zona Mista também mostrou uma ordem judicial envolvendo uma cobrança ligada a D’Alessandro, em processo distinto e sem relação com Patrick.

Publicidade

Artigos relacionados